O Presidente da Câmara assistiu inerte ao esvaziamento de todas as funções parlamentares pelo STF. Hoje, os deputados não fazem mais leis e nem sequer a Constituição porque o STF altera as normas que bem entender quando assim desejar.
Os parlamentares não mais fiscalizam as ações dos outros poderes porque o STF acabou com a imunidade parlamentar que possibilitaria as denúncias de ilícitos das autoridades da ex-República.
Agora, com o confisco das emendas parlamentares pelo STF assistimos à humilhação pública do Presidente da Câmara, que se tornou refém do golpe supremo que ajudou a fomentar.
Professor americano explica que ignorar certas informações pode ser uma defesa contra fatos incômodos
Mark Lilla sugere que a principal causa desse movimento está na natureza humana e na dificuldade de entender o mundo.
Liberdade de expressão
12 de dezembro de 2024
A ignorância atrai o ser humano. Essa é a reflexão de Mark Lilla, professor de humanidades da Universidade de Columbia em um artigo para o The New York Times, publicado em 2 de dezembro de 2024.
Essa tendência não é novidade. Lilla chama isso de “surto de negação que abala a sociedade”, o que estaria acontecendo nos dias atuais.
Em suas palavras, não é raro encontrar pessoas que acreditam ter a posse absoluta dos fatos. Com isso, creem não precisar questionar nada.
À frente desse movimento, estão os que ele chama de “profetas da ignorância”.
“Eles idealizam "o povo" e incentivam a resistir a questionamentos, protegendo crenças fixas”.
Certezas que incomodam e podem machucar
Lilla sugere que a principal causa desse movimento está na natureza humana e na dificuldade de entender o mundo, embora guerras, crises econômicas e outros fatos cotidianos também contribuem para isso.
“Enfrentar verdades incômodas sobre si mesmo e a realidade pode ser doloroso".
O professor reconhece que evitar certas informações pode ser sensato, como no caso de uma trapezista que não quer saber das estatísticas de risco de seu trabalho.
Mark Lilla no Fronteiras do Pensamento de 2018. Ele afirma que a ignorância atrai o ser humano. Foto: Luiz Munhoz.
No entanto, ressalta que as atitudes das pessoas em relação ao conhecimento oscilam entre a curiosidade natural e a desvantagem em questionar o que está a seu redor.
Há também quem resista ativamente a novos conhecimentos, bloqueando qualquer coisa que desafie suas crenças. E isso não tem a ver com instrução acadêmica.
“O desejo de saber é exatamente isso, um desejo. E sempre que nossos desejos são satisfeitos ou frustrados, nossos sentimentos são afetados”.
Por isso, é fácil para o ser humano se apegar ao que já conhece. Isso pode levá-lo a defender a ignorância de forma apaixonada, rivalizando com o desejo por conhecimento.
A dificuldade de encarar os fatos
Mark Lilla aborda a complexa relação que as pessoas têm com o conhecimento e a verdade, destacando a resistência de muitos em encarar fatos evidentes.
Ele observa que, em certos períodos históricos, a negação de verdades aparentes parece ganhar força. Seria algo semelhante a um "vírus psicológico" que se espalha e para o qual não há antídoto eficaz. Um desses momentos seria justamente o atual.
Para ele:
“Essa resistência não é apenas uma questão de falta de informação, mas uma escolha emocional e psicológica".
Mark Lilla observa que muitas pessoas preferem manter crenças antigas porque isso lhes proporciona conforto, mesmo quando essas crenças são contrariadas pela realidade.
Essa resistência estaria enraizada na dificuldade de enfrentar verdades desconfortáveis sobre si mesmas e sobre o mundo. Esse fenômeno não se limita aos menos instruídos. Todos, em algum momento, podem resistir à busca do conhecimento. Isso ocorre especialmente quando novas informações desafiam suas convicções pessoais.
Somado a isso está o medo de expor fraquezas pessoais ou de ter que reavaliar crenças.
"As opiniões são vistas como extensões de nós mesmos. Quando são desafiadas, podem soar como um ataque pessoal, gerando vergonha e defensividade. A vergonha não deveria estar em estar errado, mas em fazer o errado, como Sócrates já dizia. No entanto, o orgulho e o ego geralmente atrapalham esse reconhecimento", explica.
O casal Victor e Laise Salles são um exemplo de como encarar a realidade como ela é, pode ressignificar a pior das dores.
No início de 2024, os dois perderam sua filha Isabel. A forma como enfrentam o luto com os olhos fixos no que ficou foi será relatada no Especial de Natal da Brasil Paralelo, que irá ao ar no dia 17 de dezembro.
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Lilla rememora que a batalha entre aceitar e resistir à verdade é uma experiência universal, convidando o leitor a refletir sobre sua relação entre conhecimento e crítica.
Ao contrário do que alguns podem pensar, a crítica não é negativa. Lilla convida os leitores a refletirem sobre sua própria relação com o conhecimento e a adotarem uma postura crítica, reconhecendo que todos, em algum nível, resistem a encarar certos fatos.
Ela é bonita e está com tudo em cima. No jornalismo dificilmente ela terá chance, mas no OnlyFans ela tem mais possibilidades de fazer sucesso.
https://revistaoeste.com/imprensa/desempregada-rachel-sheherazade-cogita-voltar-ao-jornalismo/
GCM usará cão robô como teste para segurança durante Ano Novo em São Paulo 👎🤔
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo usará um cão robô na segurança da festa de Réveillon da avenida Paulista, em São Paulo. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (27/12).
Segundo a GCM, o equipamento capta e transmite imagens em tempo real diretamente para a central do Smart Sampa.
Por meio dessa tecnologia, será possível realizar o reconhecimento facial de pessoas foragidas, além de identificar veículos suspeitos de furto ou roubo, proporcionando mais segurança ao evento.
A autonomia da bateria é de cerca de uma hora. O equipamento é de origem chinesa.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, a segurança do Réveillon 2025 na avenida Paulista terá também 472 agentes da GCM, 114 viaturas e, pela primeira vez, uma base móvel de monitoramento do Programa Smart Sampa.
Usado em outras ocasiões
A Prefeitura de Sorocaba, no interior de São Paulo, anunciou em junho em suas redes sociais a aquisição de um cão robô do mesmo modelo para segurança.
O Réveillon da avenida Paulista será o primeiro evento público externo em que o robô será usado. As atrações do evento já foram divulgadas.
Em setembro, ele entrou em operação durante a realização do jogo de futebol americano da NFL na Arena Corinthians, em Itaquera, zona leste da capital paulista.
Segundo o inspetor de Operações Especiais da GCM, Paulo Sérgio Lino, o animal cibernético é importante para a prevenção e monitoramento da segurança urbana na cidade durante grandes eventos.