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Jorge Luiz Araújo
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Livro 'O TRIBUNAL', de autoria de Felipe Recondo e Luiz Weber, revela que STF consultou cúpula militar antes de avançar contra Bolsonaro; Apenas depois de constatarem que estavam pisando em 'terreno seguro', ministros dobraram a aposta contra o então presidente.

Apenas depois de constatarem que a caserna não se aventuraria em um suposto golpe de Estado, os juízes do STF teriam avançado o sinal, como, por exemplo, validarem, por 10 a 1, o "inquérito do fim do mundo" — nas palavras do agora aposentado Marco Aurélio Mello.

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal

Marco Aurélio Mello foi o único a votar contra o

'inquérito do fim do mundo.

O livro conta também que, ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luiz Edson Fachin, em 2021, enviou "emissários" para sondarem comandantes das regiões e trouxeram a notícia que nenhum deles partilhava da visão de Bolsonaro, sobre as urnas eletrônicas.

Quando percebeu que pisava em "terreno seguro", em maio do ano seguinte, Fachin passou a ignorar pedidos e perguntas do então ministro da Defesa, Paulo Sérgio

Nogueira, sobre as máquinas.

Já com Moraes no comando do TSE, Nogueira ouviu respostas grosseiras. "Ô, Paulo Sérgio, pode ser que caia um meteoro e destrua a Terra", respondeu Moraes ao militar, sobre a possibilidade de os equipamentos terem programas espiões. "Tenha a santa paciência."

Moraes também supostamente considerava Bolsonaro

"burrO". O ministro Luiz Fux, contudo, só achava o então presidente uma pessoa que ouvia "gente errada".

📰 (Revista Oeste)