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Guy Fawkes
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Replying to Avatar Thiago

A RAPOSA NO GALINHEIRO

Opinião Folha de S. Paulo (20/01/2024)

Irã na presidência de grupos sobre direitos humanos e armas da ONU parece piada, mas as vítimas da teocracia não estão rindo

Sabe-se que o poder de alcance da Organização das Nações Unidas é limitado, vide a invasão do Iraque pelos EUA sem a aprovação do Conselho de Segurança. Assim como a política doméstica, a geopolítica envolve acordos e concessões que parecem contraditórios e frustrantes.

De todo modo, trata-se da entidade cuja missão é garantir a segurança global e promover os direitos humanos. Nesse sentido, a relação da ONU com o Irã causa no mínimo espanto e, no limite, indignação por aqueles que foram alvo das atrocidades cometidas pelo regime teocrático e por quem luta contra ele.

Após a Polícia da Moralidade matar Mahsa Amini por não usar o véu como deveria, em setembro de 2022, a onda de protestos que varreu o país foi reprimida com milhares de presos e centenas de mortos. Para investigar violações, a ONU instituiu uma missão independente de apuração, que foi rechaçada pelo Irã.

A missão constatou diversas violações aos direitos humanos. O relator especial da ONU sobre o Irã, Javaid Rehman, disse que as ações do governo poderiam ser enquadradas como crimes contra a humanidade.

Um ano depois, quem foi indicado para presidir o Fórum Social do Conselho de Direitos Humanos do órgão? O Irã. Sim, parece piada.

E não para aí. Sabe-se que o país apoia, até com fornecimento de armas, grupos terroristas, como o libanês Hezbollah e o palestino Hamas, e rebeldes, como os houthis no Iêmen. O diretor da Agência Internacional de Energia Nuclear da ONU diz que é temerária a escalada iraniana no enriquecimento de urânio, cujo volume ultrapassou em 15 vezes os limites firmados em acordo de 2015. O risco é que Teerã seja capaz de produzir bomba atômica.

O que faz a ONU? Permite que o Irã presida a Conferência do Desarmamento entre março e maio deste ano.

Seria cômico, se não fosse trágico. Ao colocar a raposa para cuidar do galinheiro, a ONU avilta o sofrimento das iranianas e sua própria missão, além de fornecer respaldo simbólico a uma teocracia assassina.

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https://shorturl.at/acely

A verdade é que a ONU tem que acabar, na verdade nunca deveria ter sido criada.

Alguém sabe dizer se o plebs.place está fora? Fui tentar gerar um NIP-05 e está dando falha.

Comigo também não, na verdade geralmente sou eu quem abordo as pessoas para falar sobre Bitcoin e privacidade. Pessoal no serviço me chama até de conspiracionista.

Replying to Avatar Alexandre Costa

Autocensura e destruição da linguagem

Todo totalitarismo começa pela linguagem. A transformação dos sentidos e significados e o uso sistemático de palavras e expressões calculadas para influenciar mentalidades e, desta forma, preparar o ambiente para futuras decisões totalitárias, sempre esteve presente no desenvolvimento de regimes ditatoriais.

O movimento revolucionário depende dessa estratégia para fortalecer suas posições, mascarar suas intenções e avançar a sua agenda. Foi assim na União Soviética, que inicialmente instrumentalizou a insatisfação popular com o czarismo por meio de palavras de ordem concatenadas de maneira a formar um imaginário antimonárquico, foi assim na Alemanha de Hitler, que inicialmente desumanizou a imagem dos judeus para que no momento adequado a população estivesse suficientemente dessensibilizada a ponto de aceitar a repressão, a perseguição, os campos de concentração e a “solução final”. E se analisarmos com atenção o desenvolvimento de todo regime totalitário iremos encontrar esse mesmo modus operandi.

A manipulação da fala tem o objetivo de preparar o terreno para a escalada totalitária, pois com a linguagem aparelhada fica mais fácil subverter toda estrutura política e cultural de uma sociedade.

Estamos presenciando essa prática mais uma vez. E agora com um agravante derivado do aperfeiçoamento do método. Esse aperfeiçoamento diz respeito ao foco do aparelhamento. Se antes o ataque à linguagem era algo exclusivamente externo, atualmente vemos essa pressão se originar de dentro pra fora.

Nas experiências totalitárias do século XX a opressão partia de agentes políticos e mirava os indivíduos e o ambiente social, seja pelo convencimento e persuasão em variados níveis, seja pela obrigação legal ou por meio da força bruta. Hoje temos o próprio sujeito como alvo e emissor do ataque ao mesmo tempo.

Desde o advento do politicamente correto uma nova forma de instrumentalização da linguagem tem facilitado o trabalho daqueles que pretendem construir um ambiente que permita a implantação de uma agenda totalitária.

Esse processo, que pode ser representado pelo patrulhamento de toda e qualquer palavra proferida em público, se desenvolve e se instala na sociedade de forma a penetrar cada conduta e cada mentalidade, terminando por internalizar como sentimento imperceptível que se revela em cada comportamento e em cada raciocínio.

Com o patrulhamento internalizado, passamos a estudar cada termo utilizado, reprimindo, substituindo ou inovando o vocabulário com o objetivo de adequação a um “padrão” supostamente “aceitável”, para evitar conflitos ou para agradar determinada tendência ideológica – visível ou camuflada.

Diante da ameaça, velada ou ostensiva, de uma punição ou de qualquer forma de represália, passamos instintivamente a reprimir a nossa fala, calculando cada termo na esperança de assim conseguir passar a mensagem sem sofrer as consequências, na maioria das vezes imaginárias.

Quando passamos a obedecer a essa patrulha abandonamos a espontaneidade e então toda comunicação torna-se artificial, criando um discurso vazio, apenas aparentemente coerente, revestido de uma camada que mescla superficialidade, imprecisão e cinismo.

A censura quase sempre extrapola o indivíduo censurado e influencia decisivamente o comportamento de todo seu entorno. Por medo ou por preguiça intelectual, muitos abandonam o foco e a essência original da expressão livre e independente, e com isso o objetivo de informar transforma-se em ato hipócrita, vazio e inócuo.

Nesse sentido, podemos dizer que a censura atinge o âmago de toda sociedade e funciona como uma graduação do terrorismo, que atinge seu objetivo quando alcança um circulo muito maior do que a área atacada. Além das vítimas diretamente alvejadas, ainda espalha o medo que vai reprimir e intimidar muito mais pessoas.

Décadas de politicamente correto prepararam o ambiente para a transformação que estamos presenciando. Se antes o medo da censura estava diretamente relacionado a alguma punição, agora esse pavor já faz parte da psique e não depende tanto dessa pressão externa.

A autocensura, originada por essa tentativa de adequação a um padrão estabelecido pelo ambiente social, pelos agentes repressores ou simplesmente pelas “normas da comunidade” apregoadas pelas plataformas das redes sociais, além de funcionar como o terror atenuado e diluído, ainda perverte a própria personalidade ao esmagar a individualidade, corroer a segurança e a confiança nos sentidos e na capacidade de percepção da realidade. E a normalização da autocensura serve também de termômetro para a observação do ambiente que vivemos, tanto pelos aspectos sociais, quanto pelos psicológicos.

Embora a manipulação da linguagem dificulte a disseminação de informações verdadeiras e relevantes, ela sempre oferece uma oportunidade para a previsão dos próximos passos.

Como sabemos que esse processo costuma anteceder a censura radical e a perseguição, podemos deduzir que estamos avançando rapidamente, e sem qualquer chance aparente de retorno, para um mundo cada vez menos livre, com uma linguagem cada vez menos precisa e significativa, e com pessoas cada vez mais inseguras e frágeis, dispostas a reprimir suas palavras e ideias e a aceitar qualquer iniciativa totalitária.

(Trecho do livro Um copo de Red Pill - Vide Editorial 2020 - Alexandre Costa)

Muito bom o texto, fiquei mais curioso ainda por comprar o seu livro professor.

Diferença do Lule que teve que parar com as lives semanais por falta de visualizações.

Tudo correndo conforme o plano deles.

Não sou de elogiar político, mas esse discurso do presidente argentino foi muito bom, ainda mais pelo local aonde ele foi exposto.

Obs: a dublagem feita pela IA é a prova que o mercado sempre se atualiza e os profissionais medíocres que não buscam aprimoramento vão ficar sem emprego.

https://www.youtube.com/watch?v=YazeowQEg2U&t=1s

Desvendando as Correntes: Como o Bitcoin Fortalece a Liberdade em Meio à Autoridade

1 - A importância do Bitcoin para a liberdade em um mundo autoritário 🌐🔗

No cenário atual, onde a liberdade individual é constantemente desafiada, o Bitcoin emerge como uma ferramenta crucial para preservar nossos direitos e autonomia financeira. Vamos explorar por quê. ⬇️

2 - Resistência à censura financeira 💸🚫

Em regimes autoritários, o controle financeiro é uma tática comum para silenciar a dissidência. O Bitcoin, sendo descentralizado, resiste à censura e permite transações sem a necessidade de aprovação de uma entidade central. Uma verdadeira revolução para a liberdade financeira. ⛓️

3 - Acessibilidade global 🌍🤝

O Bitcoin transcende fronteiras, oferecendo inclusão financeira a indivíduos que podem estar excluídos do sistema tradicional. Em um mundo onde o acesso ao sistema bancário é restrito, o Bitcoin se torna uma ponte para a participação econômica global. 🌐💼

4 - Proteção contra a desvalorização da moeda 💰📉

Em regimes autoritários, a moeda muitas vezes é manipulada, levando a uma desvalorização acentuada. O Bitcoin, com seu limite de oferta fixo, oferece uma alternativa sólida, protegendo as economias dos cidadãos da inflação desenfreada. 📈💪

5 - Autonomia individual sobre os próprios ativos 💼🔒

O Bitcoin coloca o controle diretamente nas mãos dos usuários. Não dependemos mais de intermediários para gerenciar nossos ativos. Essa autonomia é fundamental em um mundo onde a confiança nas instituições pode estar abalada. 🔐💡

6 - Resiliência e resistência a confiscos 🚫🤖

A natureza descentralizada do Bitcoin torna difícil para qualquer entidade confiscar ou controlar os ativos dos indivíduos. Isso oferece uma camada adicional de proteção contra a arbitrariedade de regimes autoritários. 🛡️💼

7 - Conclusão: Empoderando a liberdade financeira 🌐🔓

Em um mundo cada vez mais desafiador para a liberdade individual, o Bitcoin surge como um farol de esperança. Sua capacidade de resistir à censura, proporcionar inclusão e proteger contra desvalorização o torna um aliado poderoso na busca pela autonomia e liberdade. 💪🔗

Espero que tenha gostado do texto, comente o que achou e vamos discutir para trocar ideias.

#Bitcoin #Nostr

Replying to Avatar Cláudio

O maior aumento de auto-churrascamento na comunidade red pill é porque a molecada acaba tentando copiar a vida do guru “redpill” que eles acompanham.

A galera sai de uma matrix para ir parar em outra. Minha vontade é de sair no soco com esses gurus que não passam de charlatões. Um exemplo é o cara do Campari. Nunca vi aquele maluco antes, até o dia em que ele foi falar bosta e sujar a comunidade, atraindo a fama para si próprio.

Lembro daquel Bruno do Social Arts, falando umas parada da red que era da hora. Hoje, não passa de um canal mangina. Ele mesmo se intitula purple pill. Purple pill é o meu pau com aquela camisinha da Jontex que brilha no escuro, arrombado.

Às vezes o cara nasceu pra desenvolver um papel na sociedade e aí fica ofuscado porque ele passou por um trauma e foi buscar ajuda de pessoas que não estão nem aí para a machosfera, só pensam nas visualizações. Não demora muito para você perceber a troca do discurso.

Você precisa descobrir o que a natureza quer de você. Talvez você nasceu para ser pai e marido, utilizando a pílula para controlar os danos ou minimizar. Talvez você nasceu para ser mgtow, influenciador ou qualquer outra coisa, mas você precisa saber o que a natureza quer, e não o que esses vendedores de curso dizem para você.

É necessário buscar a autorrealização, ou você, mais cedo ou mais tarde, vai se churrascar devido a depressão. Nem todo mundo lida bem com a solidão a ponto de converter ela em solitude. Pare de seguir os outros, pare de seguir idiotas que falam pra você o que fazer. Isso é só a matrix te recolocando dentro do sistema.

É muita falta de maturidade desse pessoal que se deixa levar, aí vem os de mau caráter vender curso.