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"O show tem que continuar", ele dizia... mas hoje, o silêncio falou mais alto.

Morreu Arlindo Cruz. Sambista, poeta, cavaco sagrado do Brasil. Um dos últimos gênios da linhagem de Cartola, Nelson Cavaquinho e Zeca Pagodinho. Filho do subúrbio, mestre do pagode, compositor de milhares de versos que cantaram o amor, a saudade, a fé e a alegria.

Foram anos lutando, depois de um AVC brutal. O corpo falhou, mas a alma nunca se entregou. Sua casa virou terreiro, hospital, roda de samba e resistência. Sua família virou tamborim do seu coração. Mas hoje, 8 de agosto de 2025, ele partiu.

Quem nunca se emocionou com “Meu Lugar”? Quem nunca chorou ouvindo “O show tem que continuar”? Quantas vezes a gente não se sentiu dentro de uma roda de samba só de ouvir sua voz?

Arlindo não foi só música. Foi religião do povo. Foi Império Serrano, foi Fundo de Quintal, foi ancestralidade e futuro. E agora é eterno.

Descanse em paz, mestre. E obrigado por ter feito da nossa dor um samba bonito.

Fabio Ouro Verde

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