"O marxismo é a causa intelectual direta de tudo o que se passou no mundo comunista e todo marxista é cúmplice consciente ou inconsciente do genocídio soviético-chinês. Aliás, já passei do tempo em que, tendo-me despedido do meu marxismo juvenil, ainda podia falar de Karl Marx com respeito. Quanto mais o conheço, mais o desprezo. Ele nunca foi filósofo, foi apenas um satanista deslumbrado, um mentiroso contumaz e um charlatão capaz das piores falsificações científicas, além de um racista capaz de se referir a negros e orientais como "lixo étnico", um burguês hipócrita capaz de proibir à mesa da família a presença do filho bastardo que tivera com a empregada, e, o que é pior de tudo, um espião a serviço do governo austríaco, delatando por baixo do pano os mesmos companheiros nos quais insuflava o ardor revolucionário com discursos impregnados de ódio. Se querem tirar a dúvida, leiam, além dos capítulos indispensáveis que lhe dedicaram Paul Johnson em "Intelectuais" e Edmund Wilson em "Rumo à estação Finlândia", o assombroso "Marx and Satan", de Richard Wurmbrand. O pastor Wurmbrand, uma das figuras exponenciais da espiritualidade do século XX, judeu convertido ao protestantismo, foi preso e torturado pelos comunistas durante quatorze anos (as cicatrizes das torturas repetidas foram comprovadas por uma comissão da ONU) pelo crime de levar o conforto religioso aos prisioneiros."
Olavo de Carvalho