"Anônimo Do Século Tal

Pela manhã, dirigindo ao trabalho vou escutando a rádio que toca música clássica. E o curioso é que no repertório matinal a apresentadora toca muitas músicas cujos compositores são anônimos: "anónimo do século XIII", "anónimo do século VIII". E estas músicas fazem fluir minha imaginação sobre como seria a época, lugar e pessoas que a ouviram. Sobre os anônimos que as compuseram. Eis o poder das artes.

Eu acho intrigante isto porque, seja lá quem compôs a música que estou ouvindo, pela arte, sua obra resistiu ao tempo por séculos, milênios e chegou a mim. Um testemunho de sua existência prevaleceu a morte e pela arte, no caso aqui, pela música, e o anônimo continua existindo numa época e lugar futuros completamente diferentes (e que nem ele sabia que existia) fazendo-se ouvir por meios por ele inimagináveis e por um monte de gente que, possivelmente, serão anônimas daqui a algum tempo também.

E os anônimos vão se individualizando. Tem um anônimo do século XIII em particular que gosto muito. E tem um outro anônimo do século XI que se destaca. Ou seja, eles expressaram um pouco até de suas identidades pelas formas das músicas que criaram. Isto é, são todos anônimos, mas, mesmo assim, nem todos anônimos são iguais."

C. S. X.

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