Ouvi o Olavo dizer que diplomacia é pra vender o país, não pra cortar fita ou "fazer representação" bonita. E lembrei do que ouvi de diplomata brasileiro na Europa:

Em evento diplomatico, um distribuidor de suco da europa central se apresentou. Pediu-lhe ajuda para contactar exportadores de frutas brasileiros com urgencia, pois uma guerra na África interrompera o seu fornecimento.

O diplomata prometeu enviar contatos em alguns dias. Não havia staff para isso, mas ele o faria depois do expediente, telefonaria pro Brasil pra confirmar, etc.

Além disso, o comerciante explicou que seu passaporte expirara (a União Européia deixou-os mal acostumados), mas que precisava de visto brasileiro com urgência pra fechar esse negócio. Devido a alguma treta normativa que eu não entendi, algo precisava ser feito in loco.

O Diplomata respondeu que não podia fazer nada. Visto só depois do novo passaporte, e entrando na fila como todo mundo. "A lei é a lei, e a lei é para todos".

O comerciante agradeceu. Depois, o diplomata viu o comerciante chamar o consul americano pra conversar. O americano logo saiu, mas uma funcionária americana andava pra lá e pra cá, com papel e celular na mão.

No meio da semana, o diplomata ligou para o comerciante. Explicou para a secretaria que tinha os telefones de associações de exportadores no Brasil confirmados.

"Brasil? Ele já está hoje na Florida ExpoJuice!"

Moral da Historia:

Com a burrocracia... alguns vendem suco, outros chupam o dedo, e reclamam do imperialismo.

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