O artigo começou com uma provocação:
«Apostador do Porto teve de dar ao Estado 43 milhões dos 240 que ganhou [Euromilhões]: "É pouco, devia ter dado mais"»
Depois o economista explica o seu ponto de vista:
«O economista Miguel Coelho considera que este valor pago ao Estado "é pouco comparando com outro tipo de impostos em Portugal, já que 42,8 milhões de euros de euros correspondem a cerca de 20% de imposto". O economista explica que, "como termo de comparação, o imposto sobre o rendimento e trabalho em Portugal pode chegar aos 50%, ou seja, alguém que aufere 10.000€ por mês/140.000€ ao ano fica com metade desse valor porque a outra metade é para o Estado"»
É uma boa reflexão, é a demonstração do absurdo que chegamos. Uma pessoa trabalha, esforça-se, constrói riqueza, contribui para o crescimento do país e tem que dar 50% desse esforço ao estado.
E uma pessoa que joga em jogos de sorte e azar apenas paga 20% e existe a isenção nos pequenos prémios.
Será que faz sentido?
É claro que esta diferença não faz sentido, sobretudo no lado do IRS, é um total absurdo, está demasiado elevado, em todos os escalões.
Mas agora a taxa para os jogos de sorte e azar, 20% é pouco, tenho que concordar com o economista, vivemos num país com altos impostos, não faz sentido esta discrepância.
O que faz sentido, é que os impostos sobre o trabalho deveriam ser menores que dos jogos da sorte, mas vivemos numa república das bananas, onde nada faz sentido…