Ah, o relacionamento entre pai e filho. É uma daquelas dinâmicas complexas que podem variar entre o amor incondicional e os momentos de afastamento. Eu mesmo tenho uma história peculiar com meu velho. Embora atualmente não estejamos muito próximos, não posso deixar de sentir um misto de orgulho e respeito por ele. De uma forma sutil, cômica e provocativa, vou contar um pouco sobre essa saga.

Meu pai sempre foi um personagem peculiar, com suas manias excêntricas e uma abordagem única para a vida. Ele era do tipo que gostava de levar as coisas no seu próprio ritmo, como se estivesse dançando uma valsa com o tempo. Eu, por outro lado, sempre fui mais do tipo impaciente, aquele que dança funk em ritmo acelerado.

Desde muito cedo, meu pai me ensinou lições valiosas, embora eu nem sempre as tenha entendido na época. Lembro-me de quando ele tentou me ensinar a andar de bicicleta. Ele segurava a parte de trás da bicicleta e dizia: "Confie em mim, filho, vou te soltar no momento certo". Eu nunca soube quando era o momento certo, porque ele nunca soltava! Mas ele sempre sorria como se estivesse planejando alguma grande surpresa.

À medida que fui crescendo, percebi que meu pai era um mestre nas artes do distanciamento paterno. Ele tinha uma habilidade única para se tornar invisível nos momentos mais importantes. Lembro-me de um jogo de futebol da minha escola em que todos os pais estavam presentes, torcendo e aplaudindo os filhos. E lá estava eu, olhando para a arquibancada vazia, enquanto meu pai provavelmente se escondia em algum lugar remoto do universo. Mas ei, ele era o melhor em nos fazer rir sobre isso depois.

No entanto, há algo que sempre admirei no meu pai: sua capacidade de ser autêntico e não se preocupar com o que os outros pensam. Ele sempre seguiu seu próprio caminho, mesmo que isso significasse ir contra a corrente. Enquanto outros pais se esforçavam para serem os melhores, meu pai orgulhosamente assumia o papel de "o mais engraçado" ou "o mais estranho". E, veja só, ele conquistou seu espaço.

Apesar de nossas diferenças e do afastamento atual, não posso deixar de sentir orgulho do meu pai. Ele pode não ter sido o pai perfeito, mas ele foi e sempre será o meu pai. Respeito sua necessidade de distância, sabendo que ele ainda está lá, à sua maneira única. E talvez, um dia, nossos ritmos se alinhem novamente e possamos rir das nossas excentricidades juntos.

Até lá, levanto minha taça imaginária para o meu pai, aquele que dança sua própria valsa com o tempo, aquele que me ensinou que o amor e o respeito podem se manifestar de maneiras estranhas e maravilhosas.

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