Por mais que se adquira cultura filosófica, sem discernimento espiritual, isto jamais te salvará. Sabedoria humana não salva ninguém, e geralmente, desacompanhada de entendimento espiritual, se torna ignorância. Estava assistindo a um episódio do rasta news sobre os EMOS. Em um momento ele discorre sobre a depressão EMO. Neste ponto ele sucumbe à vontade de dar aquela lacrada católica e compara a música gospel com os EMOS uma vez que as letras, sobretudo as dos spirituals negros e dos gospels rednecks apalachianos, falam da alegria de estar com cristo após morte.

Uma crítica da profundidade de um pires. Por certo, ele, católico, deve almejar muito ficar neste mundo de merda enquanto destroem tudo que ele acredita. Na verdade, hoje em dia, não é incomum vermos este ser 'cristãozinho' capaz de se entristecer com a volta de Jesus numa terça-feira de carnaval. "Pô, Deus, agora não, né, vou perder o feriadão. É muita falta de sacanagem!"

Este é o espírito da cristandade ocidental. Vamos adiar ao máximo nossa vida aqui nesta esbórnia. Nunca teve tão bom. Paulo, ao contrário do escritor do rasta news, fala algo completamente diferente quando diz que, para ele, a morte é lucro, e o viver é Cristo.

Por ele, Paulo morreria naquele momento, mas se não era a vontade de Deus a sua partida, viveria alegre por Cristo e para Cristo nesse mundo, dada a certeza da salvação, que nenhum católico tem, tornando compreensível o medo que estes têm da morte.

O que é desnecessário, entretanto, é o rasta fazer dessa sua deficiência espiritual, um problema da fé alheia, quando o problema está nele mesmo. É fato que a suposta certeza da salvação é um mote pra todo tipo de patifaria pseudo cristã; mas isso não depõe em nada contra Paulo nem contra quem vê na morte a esperança de estar com Cristo. Além do mais, a generalização dele é digna de quem nunca estudou a hinologia evangélica.

Se formos contar, não há uma maioria de hinos sobre este tema. A temática é muito diversa, com milhares de hinos, sobre os mais variados temas teológicos, e esta aparência de preponderância da temática da morte fora, na verdade, enfatizada pela mídia, que escolheu exaltar esse tema, justamente para retratar o cristão como um indivíduo depressivo, desgostoso da vida, e desejoso da morte. Uma campanha de difamação sutil, que parece ter sido muito bem assimilada pela maioria.

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