O MUNDO EXISTIU primeiro como semente, a qual, quando cresceu e se desenvolveu, tomou nomes e formas.

Como uma navalha dentro do seu estojo, ou como o fogo na madeira, assim habita o Eu, o Senhor do Universo, em todas as formas, até mesmo nas pontas dos dedos.

Ainda assim, o ignorante não o conhece, pois ele permanece oculto atrás dos nomes e das formas.

Quando alguém respira, conhece-o como fôlego; quando alguém fala, conhece-o como linguagem; quando alguém vê, conhece-o como olho; quando alguém ouve, conhece-o como ouvido; quando alguém pensa, conhece-o como mente.

Todos esses são apenas nomes relacionados às suas ações; e aquele que venera o Eu como um ou outro dentre eles não o conhece, pois ele não é nem um nem outro. Por isso, um homem deve venerá-lo apenas como o Eu, e somente como o Eu.

A perfeição que é o Ser é a meta de todos os seres. Pois ao conhecer o Eu conhecemos tudo. Aquele que conhece o Ser é honrado por todos os homens e alcança a bem-aventurança.

Esse Ser, que está mais próximo de nós do que qualquer outra coisa, é realmente mais querido do que um filho, mais querido do que a riqueza, mais querido do que todo o resto.

Um homem deve venerar somente o Eu como querido, pois, se venerar somente o Eu como querido, o objeto do seu amor nunca perecerá.

Este Universo, antes de ser criado, existia como Brahman.

"Eu sou Brahman": assim Brahman se conhecia. Ao se conhecer, ele se tornou o Eu de todos os seres. Entre os deuses, aquele que acordou para o conhecimento do Eu tornou-se Brahman; e o mesmo foi verdadeiro entre os videntes.

O vidente Vamadeva, ao perceber Brahman, soube que ele próprio era o Eu da humanidade, assim como o do Sol.

Conseqüentemente, agora, também, seja quem for que perceba Brahman sabe que ele próprio é o Eu dentro de todas as criaturas.

Mesmo os deuses não podem fazer mal a esse homem, pois ele se tornou o seu Eu mais profundo. Ora, se um homem venera Brahman pensando que Brahman é um e ele é outro, não possui o verdadeiro conhecimento.

Este Universo, antes de ser criado, existia como Brahman. Brahman criou a partir de si mesmo sacerdotes, guerreiros, mercadores e servos, tanto entre os deuses como entre os homens.

#Brihadaranyka #Upanishad

Tradução de #Swami #Prabhavananda

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