A ESCRAVIDÃO INVISÍVEL: Porque você é sim um ESCRAVO

Neste artigo vamos chegar a conclusão porque a maioria de nós é um escravo e nem sabe disso

Prazer meu nome é Castiel. Se você é como eu, apenas um cidadão comum, então posso lhe afirmar que, de uma maneira ou outra, você também é um escravo. Bem-vindo ao clube camarada. Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que esse artigo expressa minha visão político-religiosa da nossa sociedade. Também quero deixar claro que não existe liberdade absoluta, mas isso é um assunto para outro artigo se você quiser.

Antes de falar sobre a escravidão invisível, primeiro gostaria de falar um pouco sobre a escravidão clássica. Basicamente a história da humanidade é a história da escravidão clássica.

Adão, o primeiro homem, ao comer do fruto proibido e confrontar Deus, tornou-se escravo do pecado. A partir daí todos nós, a sua descendência, também nos tornamos escravos do pecado. Seja o que for que você considera pecado, no sentido bíblico cristão ou não, admitamos que todos nós temos vícios e que estes muitas vezes mais nos prejudicam que ajudam.

Um tempo depois, Ninrode se tornou o primeiro homem a escravizar outro homem em Babel, a cidade que ele fundou. Ninrode criou o "primeiro" Estado de que temos notícia e com a criação deste também foi criada a escravidão clássica, onde um homem é propriedade de outro homem. Desde Babel, passando pelo antigo Egito, Babilônia, Império Romano, Estados Unidos e Brasil, a escravidão foi oficializada, legalizada e regulamentada pelo Estado. Apesar de não ser mais tolerada em nenhum aparato legislativo dos países "civilizados", a escravidão clássica ainda persiste no mundo e provavelmente nunca deixará de existir. Pessoas sendo compradas e vendidas por outras pessoas como se fossem mercadoria e se tornando propriedade de outra pessoa é uma chaga persistente que vai morrer junto da humanidade, consequência do pecado original.

Agora que entendemos a escravidão clássica podemos passar para a explicação da escravidão invisível que é muito mais sútil que a escravidão clássica a ponto do escravo não saber quem é o seu senhor e nem ao menos se dar conta que é um escravo. Então para começarmos devemos identificar ao menos quem é o "dono" dos escravos modernos e eu lhes digo logo: O dono é o mesmo quem começou a escravidão clássica, o Estado.

Mas como o Estado pode nos escravizar? Pois bem, tudo isso começou com uma canetada que mudou o rumo da história moderna. Tudo o que nós havíamos construído como humanidade se baseava em um padrão, o padrão ouro, que recompensava em certas quantidades de ouro o valor de tudo o que havia sido construído ou o que se havia de construir. Em 1971 o então presidente dos Estados Unidos da América, Richard Nixon colocou fim ao acordo de Bretton Woods e a conversabilidade do Dólar americano no seu equivalente em outro, tornando assim a moeda de reserva mundial uma moeda fiduciária. Podemos observar as consequências nefastas dessa decisão analisando o gráfico da produtividade vesus remuneração no site https://wtfhappenedin1971.com/ . Outras coisas como o movimento de deitar inerte no Japão, a geração nem-nem no Brasil e a redução da taxa de natalidade mundial estão associadas ao dinheiro fiat, na opião deste que lhes escreve. Para simplificar nossa análise considerarei daqui para frente que só existe uma moeda fiduciária mãe, o Dólar americano, e todas as outras moedas fiat estatais são um derivativo dela, um token, assim como o Real brasileiro e passaremos a falar com base no Real brasileiro para continuarmos desenvolvendo nosso artigo.

Mas, por que uma moeda fiat é tão ruim? Pelo simples motivo de você ser obrigado a trocar toda sua força de trabalho e energia vital por ela e o governo, que é o dono do dinheiro fiat e das impressoras, poder imprimir indiscriminadamente mais dinheiro diluindo seu valor e tornando a poupança sem sentido, uma vez que essa impressão e diluição é a tal inflação monetária que corrói o valor da sua poupança no longo prazo, tornando todo seu esforço em adquirir e poupar em moeda fiat inútil. A moeda fiat é um cubo de gelo à temperatura ambiente. Daí surge a desesperança no futuro e a sensação de que é necessário gastar tudo o que ganha de imediato e um pouco mais.

Se já não bastasse a inflação da base monetária que destrói o valor do dinheiro fiat no longo prazo, temos ainda que sustentar o Estado brasileiro que nada produz, mas que tudo gasta com o dinheiro de nossos impostos. Já ouviram falar do Janjômetro? No Brasil temos a surreal situação de trabalharmos cinco meses por ano apenas para pagar impostos. Isso é cerca de 42% da nossa força de trabalho e energia vital usadas para simplesmente sustentar o parasita estatal, seus funças e seus asseclas.

Nesse ponto você já deve estar pensando: "Bom, realmente o dinheiro parado na poupança não adianta muito, por isso devo investi-lo". Esse pensamento é um pensamento lógico viável. Não é o assunto do artigo falar sobre investimentos no mercado financeiro, mas suponhamos que você invista o seu dinheiro em uma aplicação de renda fixa e que rende o valor da "inflação" medida pelo IPCA e mais 6 ou 7% de juros. Seria um ótimo investimento não é? Desculpe lhe decepcionar, mas a inflação medida pelo Estado é um índice criado através da média do aumento de preços de uma cesta de produtos e que não reflete a inflação da base monetária. Sem contar que é o próprio Estado que mede e divulga os números. Você confia nos números divulgados pelo Estado? Está satisfeito com os números divulgados pelo IBGE? Alguns especialistas estimam que a inflação real no Brasil é algo em torno de 30 a 40% ao ano. No nosso exemplo de investimento, se a inflação anual fosse de 10% e os juros recebido fossem de 7% você ainda assim estaria sendo diluído em torno de 13 a 23% ao ano. Esse é o conceito de Juros Negativos. Perda fixa e perda varíavel, você pode escolher.

Outro instrumento que o Estado usa para escravizar o cidadão é o fim da propriedade privada. No Brasil você não tem a real propriedade das coisas, pois, sempre tem que pagar algum tipo de imposto sobre propriedade (IPTU, IR, IPVA, IOF etc.) e a qualquer momento uma simples canetada de um juiz qualquer de primeira instância pode sequestrar os seus bens. Você tem uma autorização de uso e não uma propriedade privada real. Lembram do Grande Reset Mundial: "Você não terá nada, mas será muito feliz".

Vimos neste artigo que a escravidão invisível é executada pelo Estado, o qual é o senhor dos escravos, contra os cidadãos, os quais são os próprios escravos. Esta escravidão é instrumentalizada a partir do sistema financeiro usando a moeda fiat estatal, a inflação, os juros negativos e a extinção da propriedade privada como ferramentas de escravização. Enquanto vivermos nesse sistema, seremos escravos do mesmo.

Mas existe uma alternativa para abandonar o sistema e sermos muito mais livres. Essa alternativa é o Bitcoin, uma moeda digital descentralizada, escassa por natureza, com uma política monetária definida e imutável, a qual o Estado não pode controlar e de adoção voluntária. Bitcoin é a resposta para a escravidão invisível que privilegia as trocas voluntárias. Não é você tirar o seu dinheiro do Estado, é literalmente tirar o Estado do dinheiro como já bem dizia Fernando Ulrich.

Referências:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_escravid%C3%A3o

https://wtfhappenedin1971.com/

https://www.gazetadopovo.com.br/economia/brasileiro-trabalha-cinco-meses-ano-pagar-impostos/

https://www.infomoney.com.br/colunistas/moeda-na-era-digital/guerra-contra-o-dinheiro-juros-negativos-e-a-crise-da-grecia-por-que-o-bitcoin-e-uma-alternativa-a-crise-financeira/

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Discussion

Ótimo artigo! Despois que vemos a realidade ela pode parecer óbvia, mas para os iniciantes pode ser difícil perceber que um rendimento de 15% ao ano vai ter fazer perder dinheiro. Mais compliado ainda é mostrar para alguém que não se deve confiar no governo.

Essa é a ideia, conscientizar a pessoa do problema para que ela possa a partir dessa consciência buscar uma solução.