História, teologia e espiritualidade das Antífonas do Ó
Nossa preparação de Advento para a vinda de Cristo, no Natal, é um modelo de como podemos nos preparar para a sua segunda vinda; e, com as Antífonas do Ó na liturgia, a Igreja nos oferece uma ajuda nessa preparação.
Por Matthew Hazell
Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere
Parte III
As Antífonas do Ó e a espiritualidade católica
Como, então, podemos aplicar tudo isso em nossa vida diária? Para começar, podemos tirar grande proveito do fundamento bíblico para as Antífonas do Ó. Já deve ter ficado claro, a essa altura, que as antífonas estão impregnadas de Escritura e temas bíblicos. Cada uma delas é uma oportunidade de entrar na Bíblia, para lermos as Escrituras através da liturgia da Igreja — que, como disse o Vaticano II, é “simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força” (Sacrosanctum Concilium, 10) — e também para sermos conduzidos por elas a uma “participação plena, consciente e ativa” na liturgia (Ibid., 14).
Falando de participação na liturgia, também devemos prestar atenção especial aos textos litúrgicos do tempo do Advento (que incluem as Antífonas do Ó no Ofício Divino). Os temas das antífonas também perpassam toda a liturgia do Advento. Atentar-se de forma especial à liturgia e familiarizar-se com as orações e leituras antes da Santa Missa é uma ótima maneira de nos tornarmos mais abertos às graças que Deus nos concede no santíssimo sacrifício da Missa.
As Antífonas do Ó também podem nos ajudar com o sacramento da Confissão. Em meados do século XV, um sacerdote brigidino chamado Magnus Unnonis compôs um auxílio para a recepção frutuosa deste sacramento, tomando por base as Antífonas do Ó [vii]. Ele usou cada antífona para descrever os sete “adventos” de Cristo, levando a um exame de consciência baseado nos sete pecados capitais, que são depois contrastados com os sete dons do Espírito Santo (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1830-1831):
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O esquema de Magnus pode nos parecer um tanto artificial, mas há muita verdade em sua aplicação pastoral das antífonas ao sacramento da Confissão. Cada uma delas pode ser usada de maneira frutífera para nos ajudar em nosso exame de consciência diário. Ao longo dos sete dias antes do Natal, através das Antífonas do Ó, nós imploramos a Cristo que nos salve (Emanuel), liberte (Adonai), redima (Radix Iesse), ensine e ilumine (Sapientia, Oriens). Ora, em que áreas de nossas vidas precisamos particularmente de sua graça? Em que momentos nos recusamos a ser ensinados por Ele? Onde em nossas vidas precisamos que Jesus dissipe a escuridão de nossos pecados, perdoe os nossos pecados e nos conduza com o socorro da sua graça a não pecar mais, como rezamos no tradicional ato de contrição após a Confissão (cf. Jo 8, 11)?
Há muito mais a ser dito sobre as Antífonas do Ó, e realmente só ficamos na superfície do que elas têm a nos oferecer espiritualmente, mas espero que esta breve introdução encoraje os leitores a mergulhar mais profundamente na Bíblia e na liturgia destes últimos dias do Advento [viii].
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