Obrigada. Felizmente, sempre estudei em escola particular, mas apesar de algo bem melhor não impede a existência de orangotangos na minha sala.

Tento sempre me conectar, mas no geral acabo me isolando boa parte do tempo, pois não tenho muito o que conversar com outras pessoas.

Raramente converso com pessoas da minha idade, e mesmo com adultos apenas escuto e fico fazendo perguntas, pois não sou muito levada a sério, talvez pela idade mesmo.

Eu gostaria de ter hobbies ou conversar sobre economia, Bitcoin, aviação, universo, e essas coisas com outros, mas em meu círculo social isso é inexistente e pouco compreensível.

Mas, não reclamo dessas coisas, não me sinto sozinha, e essa "vida online e isolada" fez eu me virar sozinha, trocar Gift cards por Bitcoin, comprar coisas sem ter conta bancária, pesquisar e procurar soluções, aprender um vocabulário mais "adulto" e me misturar na multidão de sites com perfis anônimos, etc. Faz parte da minha história.

Acho que todos somos insignificantes, mas eu não quero ser mais uma.

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Legal. A gente só consegue se expressar na medida daquilo que nosso imaginário abarca. Se o imaginario é limitado, tudo mais se limita, mesmo pra inteligencia fora da curva, porque faltará vocabulário. O imaginário está nos simbolos, cujo meio é a cultura, mas o berço é a tradição (por tradição, quero dizer tudo que vem de Deus, não apenas uma doutrina institucionalizada específica).Pode ser desgastante inserir um input novo em imaginarios pobres. As vezes tem que ser feito da mesma forma que se mostra um livro pra crianças, começando pelo desenho na capa (o que não despensa a história de ter que se desenvolver, ou acrescentarem-se páginas dentro. É complicado achar gente legal mesmo...Até meus 20 e poucos, achava que os abismos entre pessoas era apenas desconhecer fatos e seus respectivos argumentos, me tornei libertário nessa época, e fora 1 ou 2 amigos daqueles que se conta nos dedos, conheci gente bacana que hoje permite esse convívio, inclusive minha esposa, por conta da disseminação das ideias na internet. Mas aprendi hoje mais velho, que o abismo não é só racional, é emocional tbm e é dessa mesma forma, para todos...Só que uma minoria de pessoas, geralmente neuroatipicas, consegue ter uma autoanalise dessa parte emocional, para alem da estética e enxergar de fora da caixa as coisas como racionalmente são, ordem das coisas, se é verdade ou mentira, antes de "se é conveniente para a imagem que vou projetar para os outros, ou não"... se refletirmos a fundo, essa questão comportamental está ligada com o medo da morte ser o fim de tudo...e que a gente cede para esse medo na mesma medida que nos falta a fé, o conhecimento e um relacionamento com o Criador, que é princípio/qualidade mas também pessoa, da qual só conhecemos partes em vida, pq se o transcendente é de uma ordem maior, não cabe por inteiro numa ordem menor...não sei se consigo expressar muito bem escrevendo aqui...mas se liga nesse vídeo sobre estética, acho que vc vai curtir, mó redação, n te alugo mais kk https://youtu.be/i1dZkeu9V4k?si=PX6bTSCuoWzlfba0

Interessante, nunca havia pensado nisso; que o abismo entre as pessoas não é apenas a diferença e níveis de conhecimento , é emocional.

Obrigada por esse insight, conseguiu expressar bem e entendi o que quis dizer.