Na verdade basta uma relativamente pequena quantidade de pessoas, porém estas devem ser as tais “formadoras de opinião”.

Mas não precisam ser os “formadores de opinião” tradicionais, e sim os que realmente importam.

Sejamos a opinião sensata, serena e UNIFICADORA em nossos ciclos de amizade e família.

É difícil: muitas vezes nossa paixão pela verdade e pela liberdade nos empolgam e acabamos por “perder a linha”, falamos demais, ouvimos de menos. Empurrar dados e argumentos goela abaixo de nossos amigos não costuma dar muito certo.

Busquemos o equilíbrio, usemos o método socrático: direcionar o questionamento. Tentar fazer com que o interlocutor chegue numa conclusão baseada no que ele pensa, ponderado por seus questionamentos argumentativos.

Ao invés de dizer imposto é roubo, podemos ir na linha do: mas, será que o dinheiro que você paga em imposto está sendo bem aplicado? Em que você aplicaria? Você pagou quanto de IPTU neste ano? O que você faria com este dinheiro se ele FOSSE SEU?

Etc. Ao invés de dizer que o dinheiro não é dele, lançar este “se fosse seu”…

E por aí vai.

É foda. Na maioria das vezes a gente não se aguenta e cita toda a obra de Rothbard sem parar nem para dar o próximo gole na cerveja.

Vai por mim: tente ouvir e responder com perguntas. No segundo “mas, por quê?” a pessoa não tem mais resposta. Ela ficará irritada. Acalme-a. Diga que ninguém tem todas as respostas, e jogue uma “e se fosse assim, ou assado?”. Ela terá objeções: você lança novos “por quês?” e siga no jogo.

Depois do 20° copo vocês já estarão vivendo no Ancapistão, mesmo que ainda seja só no coração.

Reply to this note

Please Login to reply.

Discussion

No replies yet.