A avestruz bate alegremente as suas asas, porém, são benignas as suas asas e penas?
Ela deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó, e se esquece de que algum pé os pode pisar, ou que os animais do campo os podem calcar. Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus; em vão é seu trabalho, mas ela está sem temor, Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe deu entendimento.
A seu tempo se levanta ao alto; ri-se do cavalo, e do que vai montado nele. (Jó 39:13-18 ACF).
Após todas as intempéries recaírem sobre Jó, a sua busca, assim como a de seus amigos, é por entender o porquê de todo aquele mal que lhe sobreveio. Quando finalmente Deus se manifesta, Ele não dá a resposta que eles imaginaram. Ainda assim, instrui Jó sobre qual deveria ser a sua verdadeira preocupação. É nesse contexto de abertura de mente que o texto acima está inserido (Jó 38 – 40).
Mesmo que suas penas não a cubra por completo e suas asas sejam completamente incapazes de fazê-la voar, a avestruz balança suas plumas com grande alegria.
Desprovida de sabedoria, ela deixa seus ovos lançados no chão. Completamente alheia aos riscos que os expõe. Ainda assim, as suas gerações seguem preservadas porque o Deus que a criou é o mesmo Deus que a mantém em segurança.
Sim, um animal desajeitado, desprovido de muitas habilidades e recursos típicos de uma ave, mas em compensação Deus deu a ela a força e a velocidade próprias dos grandes e poderosos animais. Ela não se furta em ser exatamente como Deus a fez para ser, enfrentando os desafios e aproveitando as vantagens que estão diante dela.
Pelo exposto, o que o texto ensina é que Jó deveria tirar suas preocupações daquilo que ele não tinha qualquer controle e se dedicar de modo apropriado aquilo que era o seu dever (Jó 42.5-6).
O que aprendemos, então, é que, assim como a avestruz confia no propósito com que foi criada, Jó deveria confiar em Deus, entregando a Ele o que está fora do alcance humano. Essa lição se aplica também a nós: devemos focar no que nos compete, enfrentando nossos desafios com as forças que Deus nos deu, enquanto confiamos que Ele, em Sua sabedoria e poder, cuida do que não podemos controlar. Assim, como Jó, poderemos declarar: 'Agora os meus olhos Te veem' (Jó 42.5). https://nostrcheck.me/media/867c9bac6349d0702690e40ecb181376b746754f9ef3044e37443e1705245a3e/61b6114d21946493f9a1dbda959604f096c7e0eec6bba35521071463158164a2.webp