No livro O Jardim das Aflições, Olavo de Carvalho escreve:
"É um diletantismo trágico, que se compraz na derrota do homem, premido entre a força cega do desejo e a força cega da fatalidade exterior que o frustra eternamente."
Essa frase reflete uma visão pessimista sobre a condição humana, sugerindo que o ser humano está preso em um ciclo interminável de frustração. O termo "diletantismo trágico" aponta para uma atitude de superficialidade ou falta de seriedade diante da vida, onde a pessoa se envolve em atividades ou desejos sem um compromisso profundo. Essa atitude é "trágica" porque, apesar de buscar prazer ou satisfação, o indivíduo acaba sendo constantemente derrotado.
A "força cega do desejo" refere-se às paixões e impulsos internos que impulsionam o ser humano, enquanto a "força cega da fatalidade exterior" diz respeito aos eventos ou circunstâncias externas incontroláveis que frustram esses desejos. O termo "cega" indica que ambas as forças operam sem lógica ou propósito, apenas resultando em uma frustração inevitável.
O escritor descreve uma existência marcada pela luta infrutífera entre o que o homem deseja e as forças externas que sempre o impedem de alcançar satisfação.
A obra de Olavo exige não só uma leitura atenta, mas também uma capacidade de reflexão que vai além do superficial. É um tipo de conteúdo que desafia e expande a mente.