> «Camila Nunes, 40 anos, sofre de oneomania. Tem tantas roupas que a maior parte ainda está por estrear. Por causa da impulsividade consumista, tem uma dívida de 37 296 euros. “Uma vez, cansada de comprar, cortei o meu cartão de crédito. Mas não aguentei. No dia seguinte, fui até uma loja de bolsas e pedi que tentassem passar o cartão, mesmo cortado. Disse que meu sobrinho tinha quebrado sem querer, o que era uma mentira. Deu certo e acabei levando três bolsas iguais, mas de cores diferentes”, conta.»
É impressionante este retrato, no geral um bom artigo.
Isto é a representação da geração YOLO, altamente consumista, tudo o que ganha acaba por gastar, apenas para satisfazer o prazer do imediato, em detrimento da segurança do futuro.
Quando não existe poupança, não existe segurança, nem perspetivas de futuro. Poupança é essencial.
A geração YOLO (You Only Live Once) é o filho prodígio do sistema keynesiano/fiduciário, que vive para consumir e que não poupa. E como os keynesianos gostam de defender, dinheiro não é para guardar, mas sim para gastar.
O sistema fiduciário incentiva o viver no limite, é como querer que as pessoas ingiram muito álcool e ao mesmo tempo querer que parem momento antes de ficarem embriagadas.
O estar sóbrio e embriagado, é uma linha muito ténue, é muito difícil o próprio identificar, é neste ponto que o sistema fiduciário deseja.
Tal como qualquer canabinóide, o consumismo não difere muito, um estimulador de dopamina e rapidamente se torna um vício e uma dependência, este artigo do jornal retrata bem isso.
O título do jornal é brutal: «Armários cheios, sensação de alma vazia»
Apesar de ser viciante, temos um sistema político/económico que usa e abusa dos estímulos de consumo, para manipular a economia ao seu belo prazer.
Fix the Money, Fix the World!