Kassab e Malafaia elevam Tarcísio ao posto de líder da direita permitida
Kassab afirmou que "o centro venceu o extremismo" nas eleições municipais, e que sua aposta é Tarcísio para presidente em 2030, sugerindo que apoia mais quatro anos de Lula.
Malafaia atacou frontalmente Bolsonaro pelo apoio tímido a Nunes e por não ter criticado suficientemente Marçal, além de ter tecido elogios a Tarcísio em entrevista para a assessora do PT na Folha, Mônica Bergamo.
Aconteceu aquilo que eu antecipei: estamos observando o surgimento de um novo Teatro das Tesouras, em que o Centrão se apresenta ao público como alternativa ao esquerdismo radical ou ainda como uma forma de contê-lo.
O Centrão faz isso não porque tem apoio popular, mas sim pelo controle do sistema. Muita gente aponta o dedo para o PT e para a esquerda como a força responsável pelo estado de exceção no país, com a censura e a perseguição sistemática à direita, mas a verdade é que o Centrão ocupa o papel de protagonista no processo de destruição das nossas liberdades individuais.
Tarcísio já está ocupando o espaço da direita permitida, que no passado foi ocupado pelo próprio Geraldo Alckmin. Malafaia já apoiou Lula e foi um dos primeiros a abandonar o barco petista quando percebeu a tragédia dilmista. O pastor surfou toda a onda bolsonarista e já se prepara para os novos tempos do neotucano Tarcísio.
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