1. Não concordo que é a mais fácil de todas. Isso porque a advocacia é um serviço da iniciativa privada, em que se você não entregar resultado, vai a falência. Quem é advogado hoje entra em um mercado saturado, e tem que se virar pra vender seu serviço. Isso envolve aprender várias questões de empreendimento, além da parte jurídica em si. Por ser uma empresa, se você não tem resultado, não come, logo é impossível um advogado autônomo ficar o dia inteiro coçando o saco. É diferente de um servidor público, que não tem estímulo pra entregar resultado, e geralmente é punido se quiser trabalhar demais, ou fuçar demais nas estruturas do sistema.
É diferente de grandes escritórios já consolidados no mercado. Nesses casos, há uma equipe de sócios que ganham MUITO, e exploram o serviço de outros advogados que colocam a mão na massa pra ganhar alguns mirreis, e se sobrecarregam de serviços.
2. Há pessoas inúteis em todas as profissões. A advocacia concentra o maior número de picaretas? Não sei dizer, mas com certeza disputa com mecânicos, dentistas, e políticos. Isso porque quem tem um conhecimento especializado em algo consegue montar estratégias pra te manter dependente do serviço, mesmo que seja possível resolver rapidamente e com baixo custo. Muitas vezes o problema da advocacia é que o cliente procura um advogado reconhecido no mercado, o que é COMPLETAMENTE diferente de um profissional: 1) capaz; 2) honesto; 3) estratégico; e 4) atualizado. Essas quatro coisas você só descobre lá na frente, quando pagou caro por um serviço que não foi entregue, ou mal e porcamente feito por uma raposa velha da advocacia.