Finja surpresa: o principal personagem na decisão de ontem de Alexandre de Moraes, que autorizou a operação da Polícia Federal, é o próprio Alexandre de Moraes. O ministro cita a si mesmo 44 vezes na decisão que revela o suposto plano de atentado a autoridades, acumulando mais uma situação em que é, ao mesmo tempo, juiz e vítima.

Na decisão, Moraes refere-se a si mesmo na terceira pessoa, como se houvesse o juiz Moraes e a vítima Moraes. É a figura do juiz-vítima atacando novamente, o que é, obviamente, abusivo, já que ninguém pode ser juiz de seu próprio caso em uma democracia.

Moraes não quis responder à Folha de S. Paulo, que destacou não só essa ilegalidade mais recente, mas todo o histórico de abusos de Moraes, como no inquérito das fake news, no caso Mantovani e na Vaza Toga, que revelou como Moraes selecionava alvos para atingir com suas decisões e encomendava relatórios do TSE para fundamentar seus atos.

É possível que algum investigado tenha um julgamento justo quando o juiz é a própria vítima do suposto crime? -- Via Deltan Dalangnol

Reply to this note

Please Login to reply.

Discussion

Cadê os 6gb do Verdevaldo?

O que aconteceu, foi que Moraes telefonou para Moraes, dizendo que Moraes poderia sofrer um atentado. Logo Moraes disse para Moraes para não se preocupar, pois Moraes ia entrar com uma acusação para Moraes, onde Moraes iria investigar o atentado de Moraes. Se provado o atentado , Moraes iria abrir um inquérito de atentado à Moraes e Moraes julgará os acusados de Moraes. Moraes falou para Moraes não se preocupar, pois Moraes iria cuidar de tudo. Moraes não entende porque as pessoas não gostam de Moraes já que Moraes defende a democracia de Moraes.