A população brasileira nunca foi realmente ávida por conteúdo literário... Antes das telas a maior parte da população sequer sabia ler um parágrafo, mas havia uma consciência maior sobre isso e busca por ler livros, pois as escolas e a sociedade estimulavam isso, a ida a bibliotecas e a ler jornal impresso, até porque era praticamente o único caminho de obter informação.

Mas já a certo tempo, mesmo que minimamente alfabetizadas, desde a popularização das TVs, as pessoas foram viciando em consumir conteúdos mais mastigados e passivos, ao invés de desenvolverem a leitura, só que isso piorou absurdamente com a internet, jogos online, as redes sociais de pc e ainda mais hoje com as redes sociais e jogos de celular.

Hoje, no celular, as pessoas tem acesso a esses conteúdos cada vez mais fracos por muitas horas e cada vez menos chegam a fazer qualquer outra coisa da vida, pelo alto gasto de tempo, vicio, perda de motivação e pela mente acelerada, até o ponto de ler um livro ou só não fazer nada se tornar como uma grande tortura.

E por influência da cultura americana o antintelectualismo também cresceu, e pessoas mais estudiosas e até mais saudáveis foram sendo tratadas com conotação negativa de 'nerdola', 'antisocial' ou 'do contra'.

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que papo é esse cara, só quero comer buceta e tomar cerveja kkkkkkkk

Sou de antes da internet discada, de antes do celular... Eu sou da época que pra saber que foi aprovado no vestibular, teria que saber pelo jornal, ver seu nome na lista da matéria: " aprovados no vestibular do curso tal da universidade tal".

Por muitas vezes na escola cheguei a duvidar que estava no caminho certo, quando abria um livro no intervalo e começava a ler aquela matéria do fim do livro de física que o professor jamais alcançaria nas aulas.

Cu de Ferro, essa era a expressão usada na época pra quem sentava a bunda na cadeira e se perdia lendo.