O problema não são os ricos — pelo menos não aqueles que alcançam sua riqueza por meio da produção e da troca voluntária, mas sim os que se enriquecem por serem amigos do “rei”. Esses não são verdadeiros produtores; são parasitas que prosperam graças a um sistema corrupto que privilegia conexões políticas, tornam-se parte do problema.
O verdadeiro vilão é o “rei”, ou melhor, o Estado, que se alimenta da riqueza criada pelo homem comum, transformando em cinzas tudo aquilo que ele produz com seu esforço e sua mente. A Revolução Francesa pode ter derrubado um monarca, mas substituiu o Rei por um novo deus: o Estado, exigindo devoção e sacrifício em nome de um “bem maior” que nunca se concretiza.
O Estado não cria nada, não produz nada — apenas consome. Ele se apropria do trabalho e da mente dos produtores, confiscando para si aquilo que jamais seria capaz de realizar sozinho. Ele age como se fosse o dono das pessoas, impondo suas regras e exigindo que os indivíduos não apenas aceitem essa servidão, mas a celebrem como um ato de virtude.
A verdadeira riqueza de uma sociedade não está no poder acumulado pelo Estado ou em seus protegidos, mas na liberdade dos indivíduos de criar, inovar e trocar. Quando essa liberdade é suprimida, quando o mérito é punido e o parasitismo recompensado, a sociedade caminha inevitavelmente para o colapso.