DIREITO AO ABORTO.

O homem conseguiu domesticar a natureza com a agricultura e a pecuária, deixando de ser caçador e coletor. Com a agricultura e a pecuária foi possível a estocagem dos excedentes da produção. O conflito para o domínio deste excedente fez emergir as classes dominantes e as classes dominadas. Partir daí, em nenhuma organização humana foi possível  a existência de paridade entre seus membros. Vários mecanismos foram criados para a manutenção da posse dos excedentes da produção pelas classes dominantes. A apropriação do pensamento mágico é a forma mais eficaz para a escravização cultural das massas desprovidas do controle sobre os excedentes de produção. A produção em série de escravos modernos serve à classe dominante com mão de obra abundante e quase de graça para a expansão da riqueza dela. A forma mais nefasta de domínio das massa é a religião. Em nome de um ser divino qualquer inventado cria-se normas que podem ser impostas por força de lei para todos os membros de uma sociedade em detrimento de suas crenças. A sociedade brasileira começa a perceber que o charlatanismo das religiões quer, também, roubar o erário. A religião na política quer implantar uma teocracia nos moldes da iraniana com direito a polícia de costumes para matar opositores. A lei do aborto é só o começo, se  ela passar, outras virão com o cerceamento das liberdades e garantias individuais. Com o voto de cabresto messiânico dos pobres idiotas de direita, toda sociedade pode aumentar exponencialmente seu nível de escravização em favor das classes dominantes.

H&Z

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