20 anos atrás, um nova-iorquino ligado à diocese me contou essa história, do final do sec. XX. Um bispo com Brains, Bones & Balls (os 3 Bs normalmente perdidos no dia da ordenação episcopal) trucou um prefeito comuna safado e fora da realidade. Também mostra o custo de serviços públicos.
O Prefeito sondava na política local, sobre obrigar hospitais católicos a abortarem. “Needed healthcare for woman”, BS assim. O arcebispo ficou sabendo, chamou contadores, e se preparou.
Quando o prefeito o chamou para anunciar em privado o que aconteceria, ele explicou o plano: um dos hospitais, próximo da fronteira, seria transferido a New Jersey. A diferença no preço dos imóveis quase pagaria a transferência. Lógico, ele anunciaria aos 4 ventos que o responsável pela inconveniência seria o senhor prefeito.
Os outros hospitais, seriam fechados, também colocando na conta do prefeito, mas seriam publicamente oferecidos à prefeitura, a serem encampados como hospitais municipais.
O bispo mostrou as contas:
O custo por paciente era 3x menor no hospital católico (nada milagroso, é a diferença entre público e privado, até nos EUA)
Assim, o sistema de hospitais municipais mais que dobraria em tamanho, mas, supondo a mesma eficiência dos outros hospitais municipais, o custo total seria desproporcionalmente maior: comeria mais da metade do orçamento da prefeitura.
Óbvio, o prefeito ideológico não tinha ideia de custos ou da diferença em eficiência.
Vendo os números e na conta de quem a merda cairia, o prefeito botou o rabicó fedido e bifurcado entre as pernas e esqueceu do assunto.
Se fosse hoje, no Bostil, o bispo até bravataria em público, mas sem resistência ou plano efetivo. O prefeito nem teria as contas, nem saberia da desgraça por vir, não daria a mínima se soubesse, e ainda gritaria viva o SUS!