O RISCO DO ACADEMICISMO NO CONTROLE DA INFORMAÇÃO
Alguns já devem ter notado como o meio acadêmico tem formado uma suposta elite intelectual onde ocorrem convenções sobre variados temas e muitos deles acabam gerando informações únicas para a sociedade como um todo, que em certos casos acabam se tornando impostos como regras.
Essa centralização do conhecimento primordialmente parte de um processo natural, onde poucos acabam se tornando realmente especialistas em um assunto pontual, mas pelo modo que o ensino ainda é construído, a informação acaba sendo ainda mais centralizada, por meio de instituições academicas, pela mídia e por órgãos governamentais.
Nesse processo, a descentralização da informação que veio se iniciando com a Internet, com o bitcoin e hoje com as redes sociais descentralizadas, como o Nostr, por sua vez acabou dando voz a opositores que antes foram ou seriam silenciados em outros ambientes, e aos poucos vêm possibilitando que informações não sejam ofuscadas como um todo.
Porém, como sabemos, é necessário que pessoas de diversas áreas percebam o Nostr e outras redes descentralizadas como uma saída para a sua expressão, ainda que não o utilize recorrentemente, dado o alto risco que é o silenciamento total de profissionais, ou pior, a pressão para que mintam sobre a realidade ou se alienem em prol do interesse de alguns.
Com essas pressões na forma centralizada que ainda passa boa parte das informações e até o ensino, o Nostr pode acabar se tornando não só um oásis para notícias, entretenimento e para a arte, e repercussão de conteúdos externos, mas também para a produção de informação mais profunda, seja para livros, artigos e até aulas, embora para isso ainda sejam necessárias as formações de comunidades mais definidas.