Meu homem nunca poderá conhecer a solidão que eu conheço. Meu homem se deita no meu ventre apenas para reunir forças, ele se nutre dessa fusão, e então se levanta e vai para o mundo, para seu trabalho, para a batalha, para a arte. Ele não é solitário. Ele está sempre ocupado.

Há muito tempo percebo que os homens não suportam conversas sobre a fragilidade da alma. Talvez devido à sua função social? Afinal, eles carregam a responsabilidade evolucionária de sustentar a família, e essa tarefa árdua e complexa também se torna bastante penosa se houver apenas vulnerabilidade ao redor. A força e a autossuficiência, mesmo que ilusórias, se tornam um escudo necessário para lidar com a pressão do mundo.

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