"Se o pensamento é capaz de investigar com muita profundeza e de desnudar-se diante de si mesmo, sem procurar corrigir, mas sempre vigilante a fim de descobrir sem condenar, mas sempre examinando as coisas muito atentamente, então, esse estado mental pode chamar-se meditação. E essa mente, sendo livre, é capaz de descobrimentos. Para ela não existe deterioração, porque nunca há acumulação. Mas a mente que diz: "Ensina-me como tornar-me tranqüila, como chegar lá, e me esforçarei para seguir o método que indicardes" - essa mente, é bem óbvio, é imitativa, sem audácia e, por conseguinte, está provocando a própria deterioração."
Krishnamurti
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meus comentários:
o estado de criação não surge de um esforço pela inovação, por ser diferente, por uma negação do que é. o estado de criação surge justo da investigação comprometida sobre o que se apresenta.
se eu, enquanto escrevo isto, quero transmitir uma ideia que eu acabei de pensar um minuto atrás, ou que estou pensando para que alguém leia e se impressione, eu não poderei criar nada aqui, embora alguém possa ler o que escrevi em estado de criação e ver além do que está escrito. mas, se eu escrevo como investigação das minhas buscas, se eu me abro para realmente me desfazer de todo esforço, mesmo que eu apenas repita palavras, tudo o que eu disser será novo.