Se pensar pela via utilitarista, se a escravidão fosse retirada gradualmente talvez, quem sabe, as coisas estariam melhores hoje, é um chute totalmente hipotético que nem tem como se ter qualquer certeza.

Mas no sentido Ético, do bom senso e do mínimo de moral, se fosse você o escravo, você queria que fosse gradual ou queria deixar de ser escravo o mais rápido possível?...

Só precisa de 'meio neurônio' para notar o problema na afirmação dele.

Reply to this note

Please Login to reply.

Discussion

A ironia da coisa (resumida e exagerada, claro):

«Eu não admito ser escravo do Estado.... 😡 Mas os outros (escravos do passado) poderiam esperar, né? Prejudicou nóiz com essa República malvada... 😢»

Para ser mais vulgar aqui, para alguns: "pimenta no dos outros é refresco" e "não sendo comigo, que mal tem?".

O pior é que percebo muito essa constante de pensamento entre brasileiros e me parece que comparado com outros povos, brasileiros não se veem muito como um povo, no sentido de cooperação.

Há frequentemente até um anseio masorquista para ver o outro se ferrar na vida por qualquer minima questão, ainda que a própria pessoa se ferre junto.

Sim, e é muito estranho que, mesmo com estas características que você citou, seja ainda um país com um território tãããão imenso. O Brasil é ao mesmo tempo um «milagre» e um «inferno».

Sim. Alguns locais até tem um senso maior de coletividade, ou um 'bom senso', mas geralmente não se aplica para todo o país...

Creio que o que ainda une o Brasil é a língua, alguns gostos e semelhanças culturais, o receio da maioria das pessoas em se opor mais fortemente a questões mais sensíveis, como na própria pauta de secessão, e a tendência geral de esperar que alguém faça algo por todos os demais e de graça.

Escravo não era propriedade e do dia pra noite deixou de ser causando prejuízo para seus possuidores e instabilidade jurídica? Precisa de quantos neurônios pra entender isso?