"Oito concelhos concentram os mais ricos do país

Análise do Ministério das Finanças de dados de 2021 mostra que os concelhos que mais concentram famílias ricas (0,1% com mais rendimento no país) subiram. Rendimentos brutos rondam os 430 mil euros, mas pagam apenas 42,36% de IRS, conclui estudo.

Os 0,1% mais ricos do país ganham cerca de 21 mil euros brutos por mês e concentram rendimentos em oito municípios do país: Lisboa, Oeiras, Cascais, Sintra, Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos e Loulé.

" - in Jornal de Negócios

Esta introdução de um artigo do Jornal de Negócios, é pequena mas ilustra bem a economia/finanças de Portugal.

Os 8 concelhos são do litoral e deles apenas um (Loulé) não está na Grande Lisboa e Grande Porto. Possivelmente a grande maioria dos de Loulé, nem portugueses são.

Um país concentrado em duas grande zonas e o resto está desertificado, com gentes abandonadas, estão à sua sorte, sem futuro. Podem não ter riqueza, progresso, mas tem qualidade de vida.

Não é uma pessoa, mas sim uma família, ganhar 21 mil euros brutos por mês é bastante, mas considerar rico não é demais.

Aqui, está muito o pensamento português, de nivelar por baixo.

O ganhar muito, pode não significar ser rico... Uma pessoa pode ganhar 20 mil e ter despesas correntes de 18 mil, não faz dele rico.

É claro que uma pessoas que ganhar 20 mil, tem todas as condições para ter um boa vida, fazer um poupança e alguns investimentos e a meio/longo prazo ficar rico. Tem a possibilidade de criar uma estabilidade no seu futuro que uma pessoa que ganha um ordenado médio nunca o conseguirá.

Não vou discutir aqui, se a percentagem é ou não correta, se é ou não justa, vou apenas falar do advérbio utilizado. O jornalista utilizou "APENAS 42,36%", estamos a falar de um imposto superior a 42%, e ainda utiliza o advérbio "APENAS".

Este estudo merece uma futura reflexão, mais pormenorizada, fica talvez para mais tarde, quando tiver tempo.

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