Cansada

(Ayalah Berg, 2024)

Sozinha na siesta, desaparece o tormento,

Na cama que range, o peso se acumula,

O travesseiro queima, em um lento lamento,

A alma embriagada em brumas que circula,

E o livro me chama, buscando o entendimento.

Mas o que aparece, com o tempo se esvai,

Vagueio em sombras, perdida em meus medos,

Confio nas máscaras, que a vida traz,

Em rostos vazios, onde o olhar não cede,

E a morte espreita, implacável no que é.

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