Ele foca no fim, não no início do evento em questão. O problema não é onde ele guarda seus bitcoins, mas sim onde os comprou. A Receita, os advogados e quem mais o queira fazer vai à fonte, não ao hardware em si. Pouco interessa a falsa alegação de que ele supostamente teria perdido o acesso aos ativos. Se ele os comprou em uma plataforma com KYC, sob as rédeas do Bacen, é justamente esse o conjunto probatório que constará nos autos do processo.

É claro que a autocustódia é imprescindível, mas de nada adianta botar a bunda na janela e, depois, fazer uso de uma burca islâmica para esconder-se das garras de quem quer que seja.

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Mas mesmo que eles achem a fonte, isto não os dará acesso aos Bitcoins. Se o cara aguentar a furadeira no joelho, está tudo tranquilo.

Aos bitcoins, especificamente, não. Contudo, a Justiça certamente iria calcular o valor oriundo à ocultação de bens. Para tal, recorreria justamente à fonte, a fim de aferir os valores de compra, bem como a eventual valorização dos ativos até a presente data do divórcio. Baseado nisso, aplicaria as devidas sanções processuais às quais o rapaz se refere ao final do vídeo.

Blz, mas se ele disse que perdeu a carteira com as palavras secretas e seu patrimônio estava guardado nela. O juiz só poderá dividir o que realmente está na posse dele.

Negativo. Se bem assistida, os advogados da reclamante procederiam o levantamento de bens e valores do réu, sob a alegação de ocultação patrimonial. O juiz, indubitavelmente, averiguaria a veracidade da versão apresentada pelo réu nos autos do litígio. Certamente, iria certificar-se de que, de fato, todo seu patrimônio estava integralmente no hardware perdido. E não é muito difícil fazer isso, basta cruzar a compatibilidade do padrão de vida com a renda suscitada pelo declarante.

Em última instância, mediante os valores de compra constatados nos autos do processo, o juiz, mesmo sem saber o exato valor presente no hardware supostamente perdido, estabeleceria um valor aproximado em prol da reclamante.

Acho engraçado que nestes vídeos os caras sempre focam na ocultação do patrimônio por meio da autocustódia, mas cagam e andam pra comprar com KYC, e é justamente isso que os deixam com a bunda de fora para quem quiser ver.

Auto custódia sem KYC é muito importante. 👻

E que diferença estas sanções fariam? O cara pode aguentar ser torturado e pronto. Não tem como a justiça saber se os bens do homem foram comprados em Bitcoin mesmo que achem à fonte deles. O cara pode simplesmente fugir do país ou se aliar com facções criminosas caso à "justiça" feminista decida passar ele para trás.