Nada de novo sob o sol.
Todos que aqui estão já devem saber disso e maior ou menos grau. A questão é como cada um avalia a si mesmo para saber o quão viciado em dopamina é.
Eu cheguei voltar para o Twitter (Facebook eu não volto nem por decreto), criando uma conta fake para ver como estava. A decepção foi ainda maior. Está a mesma cracolândia que sempre foi, com as mesmas panelas, as mesmas inutilidades, o mesmo alavancar de sub celebridades, agora com direito a remuneração mediante apresentação de carteirinha do clube do Elon Musk. Saí em menos de 3 meses, deletei a conta e não volto mais para aquele puteiro. Afinal, não preciso de plataforma nenhuma pra viver.
Falando nisso, não esqueço de um "influencer" reclamando aqui no Nostr de que depois de muito tempo só conseguiu 170 seguidores. O sujeito não entendeu que aqui é um lugar real. Sem algoritmos, sem falsidade. Quem está postando aqui, está por que quer e não pra vender alguma coisa ou promover sua imagem.
A verdade é que no mundo real, a maioria das pessoas estão cagando pra você. O universo de pessoas que aprecia a sua pessoa e regozija na sua presença é bem pequeno. Grandes homens e heróis não são do tamanho dos equívocos que se formaram sobre suas próprias pessoas. O problema é que antigamente, para chegar à notoriedade, notórios feitos, mesmo que estes fossem aumentados ao logo do tempo, gerando lendas eram, necessariamente, obrigatórios para definir se você seria alçado de sua posição de um reles ninguém a alguém.
Hoje, o poder carismático foi apequenado. Não é preciso ter muita superioridade intelectual e de persuasão, para encantar burro, pois a técnica já está muito bem testada, e funciona em 99% das vezes em que é aplicada corretamente.
O Nostr é um banho de água fria nessa corrida maluca por exposição; nesta desenfreada necessidade de perdermos tempo irrecuperável em troca de alguns segundos de descarga de dopamina.
Minha esperança é que nuca existam influencers nostrianos. Que o futuro pertença a relays pagos para postar, para que as pessoas pensem MIL vezes antes de meter a mão no bolso para publicar uma besteira.
Que campanhas e algoritmos de impulsionamento de perfis se tornem economicamente inviáveis e todas as sub-celebridades desapareçam da face desta terra desgraçada.
Todos sabemos que anúncios são uma falsidade; eles não vendem nada, ou quase nada. Anúncios são nada mais que uma gaiola criada para ofuscar os que não querem se curvar aos atravessadores criminosos do cyber espaço: Google e afins.
A função das redes sociais é suplantar a mídia no que concerne a veiculação de notícias verdadeiras do mundo real. Só as plataformas de mídia social podem quebrar a hegemonia da opinião publicada.
As pessoas, portanto, precisam entender que rede social não é onanismo digital; é uma ferramenta de utilidade pública para sabermos sobre a realidade, a despeito dos agentes governamentais, e dos agentes de mídia. Vale a pena pagar para estar verdadeiramente informado. Isso não é o mesmo que pagar para ver notícias unidirecionais de plataformas independentes. Notícia especializada não é a mesma coisa que fatos concretos narrados por testemunhas reais.
Quer pagar um Alan do Santo, beleza, mas a visão dele não é hegemônica, e agentes independentes não podem abarcar tanto da totalidade do real quanto uma plataforma de mídia social ubíqua. São coisas distintas. É tosco ver essa inversão de valores, como se a plataforma precisasse estar em função do criador de conteúdo. O caralho que é assim! Esta é uma afirmação imbecil e hipócrita. Primeiro porque não representa a ordem hierárquica correta das coisas, e segundo porque o criador de conteúdo é tratado feito cachorro pelas plataformas centralizadas. Sem elas este escotoma social nem existiria.
Então, meu conselho aos criadores de conteúdo: repensem seu papel na sociedade. Repensem a relevância da sua própria função.
Morte às plataformas centralizadas e suas sub-celebridade. Longa vida ao Nostr e sua conexão com a realidade.