Replying to Avatar Charles Haper

Após me desligar das redes sociais dominadas pelas grandes corporações, percebi que ainda nutria a necessidade de compartilhar conteúdos que considerava interessantes e valiosos. Motivado por um senso de "bem-querer ao próximo", desejava influenciar aqueles que me cercam a seguirem o mesmo caminho que eu.

No entanto, ao refletir mais profundamente, concluí que tal prática se tornou irrelevante. Compartilhar algo é extremamente fácil, assim como receber um compartilhamento. Na maioria das vezes, observei que as pessoas apenas reconhecem ter visto o post ou a matéria, sem sequer se darem ao trabalho de ler o conteúdo. Em meio a um mar de informações curtas e irrelevantes compartilhadas por milhares, a minha contribuição era apenas mais uma voz solitária, perdida em meio a porcarias de dancinhas e outros conteúdos banais.

Ao tentar compartilhar algo hoje, logo me deparo com a limitação do Nostr, que ainda não possui a ubiquidade das redes tradicionais. E, nesse momento, também me conscientizo de que tal ação seria em vão. A informação se perderia no emaranhado de conteúdos, e meu esforço seria equivalente a lançar uma pedra no oceano. Se realmente desejo que uma informação chegue a alguém nos dias de hoje, a melhor alternativa é o contato direto. Uma ligação, um encontro pessoal, uma conversa breve, enfim, qualquer meio que me permita direcionar a mensagem e despertar a atenção do destinatário.

Em resumo, a maioria das pessoas não se importa com o que você compartilha na superfície. A verdadeira relevância reside na comunicação autêntica e direcionada, na construção de pontes entre indivíduos e na busca por um diálogo genuíno.

Convido você a refletir sobre seus próprios hábitos nas redes sociais. Quantas vezes você compartilha algo sem realmente se importar com o conteúdo? Quantas vezes você se distrai com a superficialidade das plataformas, deixando de lado a oportunidade de um diálogo verdadeiro?

Nossa, isso foi preciso.

Eu passei grande parte do meu tempo nas minhas redes centralizadas apontando fatos e conpatilhando conteúdos para fazerem as pessoas refletirem um pouco, ou pelo menos gerar algum debate. Uma hora a gente percebe que isso tudo é em vão.

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