Vitor Constâncio, antigo governador do Banco de Portugal e foi também vice-presidente do BCE, escreveu um artigo sobre stablecoins, dividido em duas partes:
* https://vconstancio.substack.com/p/the-stablecoins-triumph-and-the-cbdcs
* https://vconstancio.substack.com/p/the-stablecoins-triumph-and-the-cbdcs-3c3
É visível que nos últimos tempos, ele tem estudado o assunto, mas não deixou de ser um fervoroso fiduciário.
> «Normalmente, o tipo mais comum de blockchain utilizado é o público, porém permissionado, permitindo ao emissor revogar ou congelar tokens e monitorar os fluxos de participantes (como visto com as stablecoins Circle (USDC) e Tether (USDT)). Isso significa que o princípio regulatório KYC (Know Your Client) se aplica às stablecoins, portanto, o anonimato não é garantido. Deve haver um certo nível de centralização nas blockchains de stablecoins, embora a imutabilidade das transações permaneça intacta.»
Claro que ele defende o KYC, até apresenta uma "solução", nada mais, nada menos, que a Wordcoin. 🤣
> «Recentemente, Duffie et al (2025) propuseram uma solução envolvendo o uso de tokens de identificação digital que precisariam ser introduzidos em blockchains de stablecoins antes que pudessem ser usados. A identificação digital fornecida por um emissor diferente conteria características que indicassem a integridade do participante, sem que esses dados fossem incluídos na própria stablecoin. Um exemplo seria o uso do World ID, uma credencial digital única e identificadora anônima que preserva a privacidade, criada pela leitura da íris de uma pessoa usando um dispositivo chamado ORB.»
