Replying to Avatar Luiza

Isso é utopia, Ana. Só não enxerga quem não quer. Diga-me, por exemplo, um só país que funciona dessa forma? Só 1 exemplo, por favor? Não há! Outra coisa, quem fizer as tais "Leis privadas", sempre terá total controle sobre o território dominado. Isso, inclusive, remete-me à milícia. "Leis privadas" são anarquia, completamente à revelia da Constituição. Imagina, por exemplo, você passear de carro pela cidade, aí, ao entrar em um bairro, há uma Lei, ao chegar em outro, é outra Lei. Em um bairro pode-se portar fuzil; no outro, porém, ninguém pode ter armas. E quem serião os "donos" desses bairros?? Quem aplicará e fiscalizará as Leis de cada um? Que loucura, não!?

Imagine uma pessoa que não tem plano de saúde, se ela tiver de fazer uma cirurgia de emergência, pra onde ela vai?? Sem a presença do Estado, haverá alguma empresa privada oferecendo serviços de saúde pública gratuitamente?? E essa galera que não tem onde cair morta, que está na fila do SUS à espera de cirurgia, em qual hospital elas vão ser operadas? Sem a presença do Estado, haverá algum empresário pagando, do seu próprio bolso, médicos para realizarem tais cirurgias??

O problema todo é que vocês tomam o Brasil como referência de Estado! Eu pude conhecer a Nova Zelândia no ano passado e, por lá, praticamente não há 1 único centavo desviado da população. Todos os impostos são revertidos em saúde, educação, segurança etc. Até o pobre tem seu automóvel e os pais preferem, por opção, matricular seus filhos nas escolas públicas!

Ah! E não precisa pedir desculpa pelo textão, eu adoro ler textos grandes e, sobretudo, que me tragam pontos de vista diferentes🥰

Luiza, o seu argumento não segue. Carece de metodologia. Afirmar o estado das coisas (como as coisas estão), não é a mesma coisa que definir como as coisas são ou funcionam. As coisas podem estar tanto em funcionalidade, como disfuncionais. O mundo atual enfrenta um grande problema de ordem das coisas. Toda a teoria libertária, no tocante ao axioma da ação humana e no conceito ético jusnatural de não-início de agressão a indivíduos pacíficos e suas propriedades; está correta, as proposições libertárias não são refutáveis. Mas elas tratam de questões que são da orden econômica, e parcialmente, da ordem jurídica das coisas. Acima dessas duas ordens existem ordena superiores como a filosofica/teológica, e a espiritual, onde além de buscar conhecimento, os individuos adotam liturgias de símbolos, para se relacionar pessoalmente com Deus. Não somos apresentados ao mundo com essa estrutura, e por isso assumimos o estado moderno como condição de existência das coisas, mas isso é um erro. O estado das coisas não defiene o que as coisas são. E se algo de ordem superior está corrompido, o que é de ordem inferior se desalinha como sintoma. O austro-libertarianismo descreve como deve ser. a ordem funcional das coisas no eixo jurídico e econômico. Mas não descreve, ao menos não plenamente, a condição de existência para essa ordem. São questões tangíveis a outras áreas do conhecimento.

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