História da ciência carioca, repassem aos amigos do Hell de Janeiro:

FAPERJ criada, 1980, pela fusão de 2 fundações diferentes nada a ver, com estatuto de apoio a pesquisa muito vago.

Entra Brizola, visando a sua menina dos olhos, os Ciaps, e inclui no estatuto: “estudo experimental de estruturas pré-moldadas p/ edifícios públicos” e “gerenciamento de obras públicas com produtos experimentais” ⇒ ou seja, o “apoio à pesquisa” passou a ser construir Ciaps pré-fabricados.

1987 Moreira Franco nomeia José Pelúcio Ferreira como 1o secretario de C&T (bem atrasado em relação a outros estados), que hesita assumir, tremendo “resistência dos meios administrativos do estado” e “nomeações políticas”.

O prédio da FAPERJ estava estruturalmente precário, “com os corredores lotados de merendeiros, produtores culturais, e outros que cobravam dívidas”. Pelúcio mudou-a para prédio de outra secretaria desativada no novo governo, pois havia sido criada apenas para abrigar aliados do governo anterior.

1989 Constituição do Rio designa 1.5% da arrecadação à FAPERJ. Sec. de Finanças explica à Pelúcio que se somar os percentuais reservados pelas leis vigentes, a soma dá bem mais que 100%. Recebeu 15M nos 2 primeiros anos ao invés dos 55M previstos (depois caiu mais).

Moreira Franco disse que tentou automatizar o 1.5% como em SP (em SP é 0.5%), mas “houve resistência de outros setores”

Resumo:

RJ no papel carimbava o triplo de recursos que SP - até demais. Cumpria menos…

Se a própria constituição é impossível de ser cumprida… Qual o sentido de punir quem não cumpre qualquer lei orcamentária? Lei demais, impossível, é igual a anarquia, o gestor gasta onde quiser?

Mas não se preocupem com nada disso, porque... em fevereiro, tem Carnaval! e o Hell de Janeiro continua lindo...

Reply to this note

Please Login to reply.

Discussion

No replies yet.