O texto é bem escrito, mas peca por uma análise excessivamente enviesada. Ao examinar os fatos, percebe-se que as tarifas implementadas têm favorecido os Estados Unidos, e a inflação massiva, tão alardeada por economistas que defendem a impressão desenfreada de moeda, simplesmente não se concretizou. Paralelamente, os países do BRICS enfrentam um endividamento crescente: a Rússia lida com as consequências de uma guerra que ela mesma iniciou, a China enfrenta uma grave crise imobiliária e um enfraquecimento da posição de Xi Jinping dentro do partido, enquanto a Índia se alinha cada vez mais aos interesses dos EUA. A Europa, por sua vez, demonstra uma dependência crescente em relação aos Estados Unidos. Portanto, a narrativa de um 'fim do mundo econômico' não se sustenta nos termos apresentados pelo autor. O verdadeiro ponto de inflexão reside no fim das moedas fiduciárias e na transição para um sistema capitalista centrado no Bitcoin. A aquisição massiva de Bitcoin por instituições como a BlackRock não é um acaso, mas um indicativo claro dessa mudança de paradigma.Quanto a Elon Musk, sua postura de não apoiar certas políticas, como o 'Big Beautiful Bill' de Trump, parece menos motivada por uma visão econômica altruísta e mais por interesses pessoais. É plausível que sua crítica derive da expectativa de acesso ilimitado a informações privilegiadas da administração Trump, além da manutenção de subsídios generosos para suas empresas, Tesla e SpaceX. Sua retórica, muitas vezes, serve para proteger seus próprios empreendimentos e garantir vantagens competitivas, em vez de refletir uma preocupação genuína com o cenário econômico global ou o bem-estar coletivo.

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Ray Dalio