Mas eu não defendi a salvação das instituições brasileiras, o ponto que afirmei é que a secessão não resolve o problema pois a mentalidade das elites regionais é a mesma das elites nacionais, a mesma, assim como os ethos de ambos são idênticos.

As instituições bostileiras precisam ser refundadas (diferentemente de serem salvas), uma revolução espiritual é o caminho para a refundação de instituições, de forma tal mesmo a família seja reformulada para um modelo virtuoso e próximo da Verdade. O meu ponto central da crítica é que os defensores de secessão acreditam que serão mais livres combatendo um Estado através de outro Estado (menor e mais pobre) com classe burocrática e de elite igualmente positivista, maçonica e socialista, um devaneio.

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Não acredito que a secessão seja a "solução" do problema, mas sim o INÍCIO da luta. Uma luta local, em território conhecido, com conterrâneos de uma identidade local.

É mais "fácil" combater o mal localmente.

Aí há uma confusão por equívoco: o separatismo, pelo menos o separatismo moderno, não é localista.

Por localismo nós entendemos, e apoiamos, que as autoridades orgânicas locais tenham mais poder, o que se difere de autoridades fiduciárias do Estado e atuoridades de elite, o primeiro empoderamento (o das autoridades orgânicas) não implica na diluição de um império para formação de micronações, mas numa nova hierarquização das ordens ---> esse processo seria impossibilitado pela secessão moderna, que opera sobre a lógica dos Estados nacionais.

A ideia de Estado plurinacional, canalhescamente defendida por progressistas, não é ruim se recorrigida para uma lógica de ontarquia, com poder emanado de um Deus, Estado confecional, definição imperial e etc., para que não vire zona — diferentemente do sonho dos bolivarianistas, que querem Estados plurinacionais em todo o continente para aplicação da subversão institucional geral e aplicação da poliologia sobre as leis a fim de pouco a pouco irem montando um processo de avanço socialista local e gradual. No entanto há esse mito de que o agigantamento do Estado brasileiro se dá pelas suas dimensões imperiais, é um mito, infelizmente ninguém está cá lutando pelo combate contra a falsa nação (Brasil), com sua identidade nacional fantasiosa criada por ideologias artificialescas de maçons e liberais, mas sim lutando contra elites burocráticas nacionais, eis aí mais um dos erros dos defensores de secessão, dessa forma não se cria reinos, impérios ou repúblicas, cria-se nações tão fraudulentas quanto este fazendão de banqueiros, que chamamos de Brasil, assim de nada adianta lutar por independência de uma região, é irrisória a luta.

A melhor solução, ao meu ver, para descentralizar o poder no Brasil é por via do municipalismo localista e também pela abolição da república federativa, porém sem resgate do que foi o maçônico Império do Brasil. Por mim abolia-se boa parte dos estados brasileiros e tornariam-se estes todos em territórios sem bandeira e sem hino, acabariam os governadores de estado e os representantes desses territórios seriam indicados pelos municípios, sem essa palhaçada de processo democrático farsesco que atualmente existe, e seriam territórios vastos mesmo em equivalência de tamanho, juntaria AP, PA e RR, juntaria AM, AC, e RO, juntar novamente TO, GO e adicionar o MT junto, juntaria SP, MS e todo o Sul, aí junta RJ, MG e ES, e por aí vai.

Minha visão sobre a secessão não é de divisão, ou regionalista simplismente. Eu penso que todas as regiões/estados deveriam se separar do bostil, fazer uma limpa em cada uma delas e dpois reunificarmos o Brasil de verdade, mas como talvez uma federação de fato, respeitando diferenças e costumes locais, tradições e leis.

Eu sonho em ver o Brasil livre dessa elite diabólica, em um novo modelo político e social mais livre.