O Bostil das Festanças e a Mordaça do STF
Bem-vindos ao grande circo do Bostil, onde as festanças são tão coloridas quanto as promessas eleitorais e a censura do Supremo Tribunal Federal (STF) é tão sutil quanto um elefante numa loja de cristais! Aqui, o país pulsa com São João, carnaval e churrascos de domingo, mas a liberdade de expressão dança no ritmo de um frevo censurado, com o STF segurando a batuta.
As Festanças do Bostil: Alegria com Data marcada
No Bostil, as festas são o alívio temporário pra esquecer que o salário não cobre nem o feijão. O carnaval transforma as ruas num mar de purpurina, onde o povo samba como se não houvesse inflação. São João traz as fogueiras, o forró e a pamonha, com quadrilhas que parecem mais organizadas que o próprio governo. Tem ainda as festas juninas esvaziando Brasília, porque até político troca o plenário por um arrasta-pé. Mas não se engane: enquanto o povo dança, o STF coreografa outro tipo de espetáculo, menos festivo e mais opressivo, a censura.
A Censura do STF:
O Silêncio que Corta o Forró
No palco do Bostil, o STF assumiu o papel de maestro da mordaça, com decisões que transformam a internet num campo minado. Desde 2019, o inquérito das "fake news" virou o pesadelo dos descontentes, com o Supremo atuando como vítima, juiz e carrasco ao mesmo tempo. O Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que protegia plataformas de serem responsabilizadas por conteúdos sem ordem judicial, foi declarado parcialmente inconstitucional em 26 de junho de 2025. Agora, redes sociais como X, YouTube e Instagram têm que jogar de censoras, deletando qualquer postagem rotulada como "antidemocrática" ou "discurso de ódio" sob pena de multas pesadas. O que é "antidemocrático"? No Bostil, pode ser desde questionar urnas eletrônicas até fazer piada com ministro. Jornalistas, deputados e até comediantes já sentiram o peso da caneta do STF.
Em 2019, a revista Crusoé e o site O Antagonista foram obrigados a tirar reportagens do ar. Deputados como Daniel Silveira e Roberto Jefferson enfrentaram prisões por posts considerados ofensivos à Corte. Até plataformas como o Rumble, que se recusaram a jogar o jogo da censura, foram bloqueadas no país. O STF justifica isso como defesa da "civilidade" e da democracia, mas críticos apontam que é censura disfarçada de boas intenções. O Estadão chamou de "institucionalização do caos", enquanto juristas como André Marsiglia alertam que qualquer grupo que se sinta ofendido agora pode calar vozes. O Congresso, que deveria legislar sobre isso, assiste de camarote, enquanto o STF reescreve as regras e expulsa quem reclama.O
Gran Finale: Festa com Rédeas Curtas
No Bostil, as festanças continuam, mas com um asterisco: divirta-se, mas cuidado com o que posta no X.
O STF transformou a internet numa praça onde o microfone só funciona pra quem segue o roteiro. Enquanto o povo faz fogueira e dança quadrilha, a Corte monitora as redes com lupa, pronta pra apagar qualquer faísca de discordância. É o país das promessas de liberdade, onde o STF garante a democracia… desde que você concorde com ela. Quem puder, que pegue a estrada e fuja pra um lugar onde a festa não venha com censura de brinde. Porque, no Bostil, a liberdade é como pamonha na festa junina: parece boa, mas às vezes vem com um gosto amargo.