Hoje, numa noite estranha,...

sento e fumo no escuro.

Olho para a praia sem cor

e falo o mais baixo possível:

quero voar, de verdade, mais alto que a loucura

mais alto que as estrelas e acima da dor,

mas algo me segura, será a primavera?

sombras e vozes gritam: está sem asas.

E o peso da culpa — não, gravidade,

uma força sombria...

Quase esqueci: só é verdadeira a luz no rosto

de que quem se afastou com uma careta.

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