Eu vou discordar das conclusões desse relatório. Para mim, o que gera esse tipo de estatísticas são regulações governamentais na educação e nas profissões que faz com que o indivíduo erroneamente acredite que esteja preparado, uma vez que está fazendo tudo dentro das legislações e normativas profissionais, e também deixe de se reinventar uma vez que não possui espaço para movimentar-se para uma auto recriação do seu papel profissional. Ele estuda preenchendo todos os requisitos necessários para se desenvolver, mas estes estão em total descompasso com o mundo. O problema são sempre os governos.

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Concordo. Além disto, por ter estado diretamente envolvido no mundo acadêmico, que a qualidade do ensino caiu vertiginosamente nos últimos 20 anos (pelo menos).

O aluno sai do ensino médio sabendo muito pouco e, do pouco que sabe, aproveita-se quase nada na vida profissional.

Além disto, o pensamento regressista (que uns teimam em chamar de “progressista”), leva a uma constante deteriorização do processo de ensino e aprendizagem, substituindo o pensar criticamente pelo obedecer cegamente.

Enfim, os fatores são muitos e 99% deles têm origem no estado.

Muito, muito boa sua definição acima de pensamento regressista. Ducaralho. As pessoas aprendem a obedecer na verdade. As crianças são sequestradas dos seus pais por uns 15 anos para aprenderem a obedecer e calar suas iniciativas e inclinações interiores. Eu me lembro que estudava num colégio e foi pedido para que nós escrevêssemos um livro. Isso na sexta série. Bom, todo mundo da sala escreveu um livro em papel almaço de umas 20 páginas. Eu entendi que era para escrever um livro, e fiz um de 100 páginas. Mas sabe o que ficou marcado pra mim e para minha família naquele ano? Que eu não conseguia entender geometria e tinha que fazer exercícios diários com réguas e esquadros, até a exaustão completa. Não ocorreu a ninguém que eu poderia desenvolver minha habilidade de contar histórias, que só retomei quando escrevi meu primeiro livro depois dos 40 anos. Pra que serve essas porra de escolas, se não é pra estupidificar as crianças?

Caramba! É impressionante. Esta sua história do livro me fez lembrar aquela história de uma bailarina famosa. Não me lembro o nome, mas a história foi mais ou menos assim:

Os pais estavam recebendo reclamações da escola em relação à filha que não parava quieta. Os professores reclamavam que ela não prestava atenção, que não se interessava por quase nada. Os pais deveriam levá-la a um médico para ver qual era o problema da menina.

Levaram. O médico conversou com a família e, depois de um tempo de consulta pediu que os pais se retirassem um pouco.

10 minutos depois ele sai da sala e chama os pais para falar com eles. O médico diz que diagnosticou a filha!

Pediu silêncio aos pais entreabriu a porta da sala. A menina estava dançando, linda e docemente.

- sua filha é bailarina.

Tempos depois se tornou primeira bailarina sei lá onde, acho que na Rússia.

Ela teve sorte. Teve pais que tiveram sensibilidade de enxergar o talento da filha.

A maioria esmagadora teria dado ritalina e obrigado a bailarina a virar contadora, ou sei lá o quê…