Existe um ciclo complicado de quebrar.
Alguém que mal consegue colocar comida na mesa, que vive no limite todo mês, não tem o luxo de pensar em Bitcoin.
Essa pessoa precisa primeiro resolver questões básicas: comida, moradia, saúde. O Bitcoin é irrelevante quando se está na sobrevivência imediata.
Portanto, o Bitcoin acaba sendo, pelo menos inicialmente, mais acessível para quem já tem algum nível de estabilidade financeira. É quase como educação ou saúde de qualidade - teoricamente disponível para todos, mas, na prática, requer recursos mínimos.
Enquanto o sistema atual mantiver tantas pessoas na linha da sobrevivência, a adoção do Bitcoin será limitada a quem já tem o privilégio de pensar além do próximo mês.
Enquanto uma pessoa tenta se auto-sustentar, pagando suas contas e impostos, ela não vai pensar em Bitcoin; ela vai priorizar sua sobrevivência. Assim, o Bitcoin nunca vai entrar na casa de uma família ou na vida de uma pessoa nessas condições.
O verdadeiro ciclo é este: é desigual, e não consigo pensar em nenhuma solução que possa ajudar esses tipos de pessoas, a não ser por meio de Deus e doações.