Quase finalizando a leitura de Um inimigo do povo. A cidade se volta contra um homem, o Dr. Thomas Stockmann, com o qual não simpatizo. Ele, parecendo ser a contraparte autoritária, torna-se igualmente repulsivo.

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Li esse livro mas não me lembro de nada. O que foi que o homem fez mesmo?

Segundo seus estudos, a estação balneária, da qual depende sua cidade, estaria contaminada. Ele defende inflexivelmente obras que poderiam levar a cidade à ruína.

Obrigado. O pior é que continuei sem me lembrar de nada. Talvez não valha a pena ler.

Por nada.

Mas, rapaz, Ibsen é bom demais. Se possível, dê segunda ou terceira chance.

Gostaria de ver uma peça dele encenada, mas infelizmente hoje só montam textos identitários (ou sei lá o nome que dão pra isso)...

Nessa mesma época, há uns 15 anos, li também o Pato Selvagem, Casa de Bonecas e talvez uma outra de que não me lembro. Não me lembro de nada. Lembro de ter gostado, na verdade, mas gostaria de me lembrar do que acontece na estória. Talvez não seja uma boa idéia ler literatura enquanto jovem.

Sugiro que leia novamente. Li Casa de bonecas pela primeira vez muito, muito jovem. Também não me lembrava de nada.

no aguardo das impressões

Olha, na mesma. Ao final da peça, o Dr. Stockmann ainda **me parece** tão autoritário quanto a massa que o condena. Se não for segundo sua vontade «científica», nada feito. Fosse outra a circunstância, o médico seria tão inclemente contra os opositores, quanto estes foram com ele.

tantas semelhanças com os últimos cinco ou dez anos…

Opa! E com abertura pra recuar mais alguns bons anos além desses cinco ou dez aí...

é verdade, muito verdade 🤝

Alguma novidade entre as trocentas peças de um tema só:

Fui a uma apresentação desta peça. Muito criativos na inserção de multimídia: cada ato iniciava com um pequeno vídeo de abertura, como fosse uma dessas séries de tevê, além de outros usos interessantes da tela. Havia uma banda de roquenrou que pareceu perdida em muitos momentos. Enfim, pretenderam algo animado, mas cheguei a cochilar. Os bons atores não compensaram os maus, de dicção pior que minha. Hoje as peças parecem depender cada vez menos de bons atores e mais de espetaculosidades.