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opinião sincera de quem trabalha com produção cultural faz 25 anos: há os capilés, os jones manoel, os choqueis, os leonardos sakamotos, os gregorios duvivier, os felipes netos etc, e há os inocentes úteis. é tudo uma questão de se permitir ou não ser cooptado. principalmente no brasil, e é por isso que focam tanto em países do terceiro mundo, não existe financiamento da iniciativa privada, não existe uma hollywood. embora as pesquisas científicas lá foram sejam financiadas em 50 a 70% com verba pública, os outros 50/30% vêm da iniciativa privada, o que também não acontece no brasil. eu venho de família rica (bastante rica) e sei bem o que interessa a eles: financiar o próprio bolso e fazer caridade, obras sociais, o que é demais louvável. mas não é o caso aqui. então, pro cientista/artista/desenvolvedor brasileiro não resta muita opção senão esses editais. aí a gente volta pro início da conversa: há quem leve uma bolsa dessas e pare por aí porque sentiu de alguma forma que havia coisa errada, e há quem não só continue recebendo mas também se prostitui de vez e compra as bandeiras (os nomes citados acima). mas há também um terceiro elemento nessa equação: os inocentes úteis. como eu tava falando pra uma amiga minha no domingo aqui em casa, ela é colunista/editora da folha. a certa altura da conversa, eu brinquei com ela, “teu patrão tá no brasil”, ela já sabia que eu tava falando do schwab. ao que ela rebateu: “tu achas mesmo que eu sou influenciada no que eu escrevo na minha coluna?” ao que eu respondi: “tu acha que algum dia eu escreveria na folha?” ela: “nem pensar hahaha” eu: “pois é. eu represento tudo que a folha abomina, e se eu fosse colunista lá na primeira coluna logo eu ia fazer a casa cair. não é teu caso. tu já escrevia teus textos antes, eles já te conheciam. tu tem o perfil que eles querem. não precisam te influenciar em nada, tu já vai entregar o serviço que satisfaça os interesses deles.” percebe? tem gente que nem precisa ser cooptada, é o que é. já os felipes neto, por sua vez, fica clara a cooptação. geralmente já têm um público imenso, não precisam da grana, mas se vendem ao “diabo” porque querem mais. e geralmente mudam a postura depois da cooptação. e, por fim, há os vitors pamplona, um bando de fodidos que, sem captação (e eu adoro esse jogo de palavras), não conseguem fazer nada. mas da feita que conseguem: passam a caminhar com as próprias pernas ou buscam financiamento em outros cantos depois de terem sacado o bagulho. eu tenho vários amigos no último grupo. e vários no grupo da amiga da folha. nenhum no grupo dos cooptados pois: corto relações e exponho todos, como fiz em 2013 com o fora do eixo / pablo capilé. em suma: nem tudo é preto no branco. o vitor é sincero no que diz, pode confiar. eu teria pé atrás com o jack, esse sim é a ambiguidade em pessoa, não com o vitor, que é só mais um fodido. mas mesmo o jack não teria controle algum sobre o que o nostr é ou pode vir a se tornar. claro, pode financiar projetos ambíguos. que seriam só mais uns projetos. isso aqui é terra sem lei, é touro indomável. e assim vai continuar. ao contrário do bluesky, que já nasceu cooptado desde sempre. é isso. espero ter contribuído pra esclarecer uma coisa ou outra. sigamos, sista ✊

Fiquei pensando na ausência de edição aqui no Nostr e em quantas vezes vc conferiu o texto pra ver se não tinha passado nenhum erro de digitação kkk

Also, concordo com o que disse.

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Discussion

não conferi nenhuma, sempre cometo a burrice de conferir depois (vale pro substack, onde acabo editando mil vezes depois que disparo o mailing), e já achei uns e outros erros aqui, a começar pelo “foram” que era pra ter sido “fora” hahaha