Replying to Avatar Fabio Akita

Muita gente gostou da discussão sobre a chuva no deserto do Saara, mas alguns já vieram me chamar de "negacionista" 😅

Vamos lá, "entenda" (contém sarcasmo), eu não tenho nenhum problema com a hipótese de mudanças climáticas como consequência da industrialização. Tem altas probabilidades de estarmos sofrendo um pouco disso mesmo.

Meu problema são com as "soluções" propostas e com a cultura de medo e alarmismo. E, pior ainda, a cultura de achar que pequenas coisas fazem alguma diferença. Canudo de papel faz ZERO diferença. É perda de tempo

Mesmo se trocar todos os carros da Terra, hoje, por elétricos. Ainda assim não faz quase diferença. Faria mais diferença eliminar todos os jatos particulares antes. Seria menos caro, menos sofrido pra população. Também faria pouca diferença, mas entre uma opção que prejudica todo mundo no planeta vs uma opção que prejudica todo multi-milionario, não deveria ser nem uma dúvida.

Não faz sentido forçar energia solar ou eólica em todo lugar. Depende do lugar. Na prática, energia nuclear quase sempre é a melhor alternativa. Mas não dá pra levar a sério falar em "salvar o planeta" e desconsiderar nuclear.

Não faz sentido ativista anti-petróleo ficar emburrado pichando museu, jogando tinta em quadro, cimentando as mãos pra parar o trânsito. No Ocidente. O maior poluidor do mundo são as indústrias da Ásia, em particular da China. Primeiro façam protestos lá. Se lá não mudar drasticamente, mesmo se o Ocidente inteiro parar de usar petróleo, faz quase nenhuma diferença.

Mais, a ideia é jogar fora trilhões e trilhões de dólares, literalmente o equivalente ao PIB de diversos países menores. Pra, talvez, baixar 1 grau? 2 graus? No fim do século?

Em vez disso era melhor acelerar a fase de industrialização "suja" da Ásia, Africa, ajudar a eliminar a pobreza extrema, a fome extrema, doenças que já deveriam ter sido erradicadas. Quando isso acontecer, naturalmente todos migram pra fases menos "sujas" de civilização.

Eu acredito que seria um dinheiro melhor gasto - e é suficiente - pra acabar com extrema pobreza do mundo, antes. E depois entrar num processo de reciclagem e se preocupar com mudanças climáticas.

Mas o alarmista faz parecer que o mundo vai acabar "amanhã" se não gastar tudo "hoje". Essa é a grande mentira. Só barra países pobres de evoluírem em nome de países ricos estarem "incomodados" com 1 ou 2 graus a mais.

Depois leiam/assistam as pesquisas de Copenhagen, representados pelo Bjorn Lomborg abaixo, os livros e palestras dele são bons resumos dessa linha de raciocínio.

Repetindo, eu não sou negacionista de mudanças climáticas. Eu acredito nelas. Eu só sou a favor de priorizar e solucionar coisas como diminuir mortalidade infantil em países pobres primeiro.

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Uma das ideias do pessoal preocupadinho com o meio-ambiente é que os humanos parem de comer carne pois os bovinos causam aumento do efeito estufa por meio dos gases emitidos pela flatulência desses animais, e aí, ao invés de comer carne, teríamos que comer insetos para salvar o planeta de pegar fogo, todo mundo morrer queimado e etc

Escrevi uma nota hoje mais cedo abordando a visão do Dr. Eric Berg sobre o assunto:

https://primal.net/e/note17ata82rky54s9ts32ah2pcdp6pkv774cpqguudu809axrry9t53s0k0vp5

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Discussion

Um sujeito que come um maracujá e cospe as sementes num canteiro está fazendo muito mais pelo ambiente que estes que se dizem preocupados com o meio ambiente.

Não querendo parecer socialista, mas onde tem dinheiro, tem interesse, e nesse ramo de "defesa do meio-ambiente" rola uma grana federal. Se não fosse assim, não haveria celebridade hollywoodiana e burocrata em Davos falando tanto e com tom de preocupação sobre crise climática, crédito de carbono, hiper-regulementação da agricultura, impostos sobre emissões e etc. O estado adora, é mais imposto pro caixa do governo, mais dinheiro pra palestrante ecoterrorista e mais dinheiro pra agência de propaganda especializada em alarmismo por aí. Todos eles ganham, só a gente que perde.

Até mesmo cargos no estado são criados para isso. Não há hoje nenhum órgão público que não tenha um cargo ou até mesmo um setor supostamente existente para cuidar de sustentabilidade. No final das contas são apenas indicações políticas para mamar nas tetas do governo.