Vozes do 8 de janeiro:
Neste quinto episódio, eu conto a história do agricultor Jorginho Cardoso de Azevedo, 63 anos, condenado a 16 anos e meio de prisão por Alexandre de Moraes. Seu erro foi abrigar-se dentro de um prédio da República (critério utilizado pelo Supremo Tribunal Federal para incriminar manifestantes).
Desde o dia 8 de janeiro Jorginho nunca mais voltou para casa e tentou suicidio dentro da cela, nos dias de hoje Jorginho se encontra no CIR ( Centro de Internamento e Reeducação) um lugar velho, sujo, igual aquelas cenas que a gente vê do Carandiru. A população carcerária é da pior qualidade, prisioneiros de 70 anos de idade que já estão há 55 anos presos- prisão perpétua.
Na cela com Jorginho tem todo tipo de enfermidade, inclusive há um “senhor” de 87 anos de fralda fedendo. Eles passam o dia no pátio não porque é humanizado, mas porque não cabem na cela. Há 37 indivíduos por cela e na semana que vem haverá 40. Os quatro patriotas estão em celas diferentes misturados com esses “senhores” da pior categoria possível de bandidagem.
O fato é que Jorginho não cometeu nenhum crime, não esteve em nenhum momento no acampamento do QGEx e chegou na Praça dos Três Poderes por volta das 18h50, conforme consta em seu aparelho telefônico, anexado aos autos pela perícia da Polícia Federal. Nesse horário, as depredações tinham acabado há muito.
Não podemos aceitar que pessoas inocentes continuem pagando por crimes que não cometeram. A justiça só será feita quando os inocentes forem libertados e os verdadeiros culpados forem condenados com as devidas penas que impõe a constituição.
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