Pensei que o fato de eu ter aprendido inglês desde cedo era o que me fazia compreender melhor certos textos casuais longos, jornalísticos, até artigos.

Mas, era estranho quando eu de fato compreendia melhor textos grandes e principalmente artigos ou jornais com mais facilidade do que o português.

Eu consumo muito conteúdo em inglês, mas duvidei que isso me faria ter uma compreensão tão melhor em alguns casos, em inglês do meu idioma nativo: O português macaqueiro.

Então, fui pesquisar um pouco sobre, isso não saia da minha cabeça.

E, eu estava errada; não era O INGLÊS que me fazia compreender melhor ou qualquer coisa relacionada ao idioma, e sim a macaquísse que vem sendo ensinada pra mim desde que entrei no Ensino Médio:

Enrolar, fazer redação dando a vida pra fingir que você sabe algum assunto, e não sabe nada. E MENTIR.

A minha professora de redação, quando iniciou o ano, disse pra turma que não havia problema em MENTIR. Tanto faz pegar dados de uma instituição qualquer, desde que fosse coerente com o que seria abordado, e falar qualquer coisa, sem parecer suspeito, fingir que sabe.

"Pode inventar, diga que o Departamento de Segurança de não sei onde disse que ocorrem tantos homicídios a mais em países com maior número de armas".

Essa desgraça é ensinada na minha escola, que é particular, e nada barata, então imaginem o tanto que isso é distribuído pelo Brasil.

Mas, pior do que o incentivo a desinformação e banalização do que é certo, é o analfabetismo funcional. Há pessoas que tiram 1000, 960 em redações do ENEM, e em 30 linhas, mal desenvolveram a própria ideia.

"Os riscos da implementação das tais ditas leis não devem de forma alguma ultrapassar os limites o qual se propõem a criar, nos mais diversos âmbitos, portanto o governo deve criar medidas para..."

Isso é a coisa mais normal de se ver em uma redação de um estudante no Ensino Médio. Me diga: o que foi desenvolvido nesse trecho acima?

Palavras, palavras que parecem dizer algo.

Dizem? Não.

Por isso eu entendia, e ainda entendo muito melhor trechos em inglês do que português BRASILEIRO principalmente.

Fala-se tanto de "analfabetismo funcional", que "tantos milhões de macaqueiros são analfabetos funcionais", mas é de fato difícil enxergar, pois esse tipo de coisa consegue sim, simular alguém que parece saber o que tá falando.

Mas, como minha própria professora de redação disse:

"Quem vai corrigir sua redação não tem tempo de olhar instituição por instituição, argumento por argumento".

E, nesse pensamento, temos o Q.i nacional baixando:

Quem é inteligente, vai embora ou não se desenvolve. Quem é burro, fica, e quem é burro e sabe se fazer de inteligente, vira intelectual, influenciador, jornalista, juiz, ministro.

País de orangotangos.

🐒

Mais de duas linhas, num leio.

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