É o respeito e convivência com os diferentes é a base. Na verdade me considero cristão. Minha família é de origem afro e portuguesa ao que parece.
Mas não me identifico muito nem de um lado nem do outro em relação a direita e esquerda.
O que me identifica mais é a questão de ser contra a injustiça e opressão. A favor da liberdade. Dos direitos iguais. Do respeito.
Como minha visão de mundo está muito arraigada ao meu conhecimento de Bíblia, pra mim o problema principal é o homem em si.
A jornalista Cláudia que descobri esses dias e que é quem me trouxe aqui na verdade me levou a um doutor que publicou aí uma reflexão bem pertinente a esse respeito.
Ele diz que a nossa injustiça reside no fato de que a depender do nível de burrice a pessoa vai apresentar soluções melhores ou piores. E isso tem a ver com o lado negro dentro de nós.
Na minha visão o pecado é essa coisa odiosa que existe no homem e tende ao caos. Isso é a ideia da Bíblia. Vejo um paralelo com essa ideia do doutor onde as pessoas estabelecem algum tipo de padrão que determina o que é bom ou mal ou belo.
Sobre essa base se fazem julgamentos. Pra mim o padrão é uma pessoa: Cristo. E a medida que alguém está mais distante desse padrão se torna mais opressora e egocêntrica.
Agora em termos gerais a humanidade tem uma noção do que é justo e correto. Isso tem a ver com o respeito que você fala.
E essa questão do conhecimento também entra no mérito de quanto mais você conhece ou desenvolve inteligência vai ter maior compreensão e daí mais capacidade de propor soluções melhores.
No quesito da inteligência porém entra o caráter. Onde uma pessoa pode ser muito inteligente e ao mesmo tempo um tirano egoísta e opressor. E aqui voltamos ao padrão moral (ética, respeito, compaixão, humildade, solidariedade e etc.) estabelecido por Cristo.
O conhecimento proporciona poder, inteligência também. Mas tudo isso é nada sem amor, parafraseando o apóstolo Paulo.