Melhor do que entregar-se à morte é tentar vencê-la

No pó da arena me encontro a lutar,

O aço brilha sob o sol que não perdoa,

Entre gritos, entre o sangue a jorrar,

Minha vida é um fio que a morte ressoa.

Não me rendo ao destino que a muitos leva,

Sou gladiador, forjado em dor e aço,

Cada golpe é a canção que a vida eleva,

E cada cicatriz, um novo passo.

A morte, constante sombra em meu caminho,

Espera-me no fim de cada batalha,

Mas não cedo, não sigo tão sozinho,

Pois a honra, ao meu lado, sempre se espalha.

Se hoje caio, caio com a espada em mãos,

E se vencer, vencerei por meu suor,

Pois melhor do que sucumbir à escuridão

É erguer-se diante dela, com brado e valor.

A morte virá, disso não me iludo,

Mas enquanto respiro, sou mais forte,

Pois lutar até o fim é meu escudo,

E tentar vencê-la, minha única sorte.

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